O PERDÃO GRATUITO DE DEUS LIBERTA E CURA
A pecada corroe a fonte de vida em nós, tolhe nossa liberdade e nos afasta de Deus. O pecado é como a árvore sem água: seca e perde a seiva da vida. Marcos nos apresentou Cristo como Mestre e Curandeiro, hoje nos apresenta com o pode de perdoar pecados, tendo como paradigma de pecador, um paralítico. O homem se valoriza - auto-estima; se relaciona – fraternidade; e, como meta de vida, encontra-se com Deus. O paralítico estava na contramão dessa relação. Para ela nada era possível, tudo conspirava contra ele. O telhado e amigos é sua salvação o que eleva sua auto-estima. Jesus mostra que o problema está na relação com Deus e não na doença. A liturgia nos revela o amor misericordioso do Pai, através da divindade de Jesus que perdoa pecados, cura enfermidades e nos ensina o caminho da solidariedade entre irmãos. Deus tem um projeto de salvação que o homem deve acolher com fé.
Primeira Leitura: Is 43,18-25 Apagarei as tuas transgressões em atenção a Mim!
Isaías, o profeta da consolação, anuncia a esperança de tempos novos de um Deus fiel que mantem a Aliança com seu povo, refletindo Seu amor que não diminui apesar da infidelidade e do pecado. A vitória do amor de Deus se manifesta no perdão: O Deus de amor é o Deus misericordioso. Deus cria um povo novo: “Cancelo tuas culpas, já não me lembrarei de teus pecados” (Mq 7,19).Salmo Responsorial: O salmo recorda a salvação de Deus, revelada em momentos difíceis como a doença. Deus cura os que agem em favor dos pobres e desamparados.
Segunda Leitura: 2Corintos 1,18-22 Jesus não foi “sim e não”, mas sempre foi sim.

Ele recusa o alcunho de ser um meio termo, sim ou não, circunstancial. É um fiel discípulo de Jesus certo de que Deus é fiel às promessas feitas ao povo com seu “sim” sem meio termo. Paulo se exclui da lógica de oportunista e oferece aos homens a verdade, o que lhe assegura a sinceridade e linearidade de vida, merecendo a confiança da comunidade. ►O apóstolo dos gentios nos lembra que ser cristão, como ungidos de Deus, é seguir a Cristo que se fez cumpridor da promessa e percorrer com Ele o caminha da vida e do amor incondicional.
Evangelho: Marcos 2,1-12 O Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados.
“Deus perdoa todas suas culpas e cura todas suas enfermidades”. O texto retoma a temática de um Deus que, por meio de Cristo, derrama seu amor, bondade e misericórdia sobre a humanidade sofredora e prisioneira do pecado. ►Cabe ao homem acolher o dom de Deus, ir ao encontro de Jesus e aderir a Sua proposta libertadora que veio apresentar.
O poder de perdoar pecados Jesus delegou a sua Igreja que, em Cristo e por Cristo, recebeu o Espírito Santo para a remissão dos pecados (João 20,23). A Igreja celebra a Eucaristia e o perdão dos pecados, a partir do batismo, no sacramento da penitência. As palavras que ouvimos na confissão: “Teus pecados estão perdoados”, são pronunciadas pelo sacerdote na pessoa de Cristo. ►A consciência do perdão revela ao homem o rosto da misericórdia de Divina e convence o cristão que sua santidade é o reflexo desse amor misericordioso de Deus que o salva.
O relato acontece em Cafarnaum, (o centro de onde irradia a missão de Jesus na Galiléia) numa comunidade judaica onde Jesus continua a propor o Reino por meio de milagres, gestos e sinais da presença do amor de Deus, provocando admiração do povo e recusa dos escribas e fariseus que procuram pretexto para atacá-lo e o acusar. Na casa, pelo telhado, desce um paralítico, protótipo da invalidez, conduzido por amigos que representam a humanidade que não se conforma com o mal que aprisiona pessoas e as torna infelizes. O sinal maior da bondade de Deus é a entrega de seu Filho amado: “isto é meu corpo, isto é meu sangue que é dado por vós”.
Pela adesão a Jesus, fica apagado o passado pecador do homem e este recebe uma nova vida.
Bendigamos ao Deus de amor e perdão, porque em Cristo nos ensinou e reconciliou partir da recuperação e libertação plena do ser humano.
O gestos de solidariedade favorece o encontro com Cristo e a experiência de sua misericórdia.
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