quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

2º Domingo Tempo Comum-15/01/2012

O CONVITE DE JESUS PERMANECE: VINDE E VEDE
A passagem do tempo de Natal para o tempo comum (33 domingos) traz como tema “O ENCONTRO COM JESUS”. Deus nos chama pelo nome e nos convida a entrar no caminho do seu Filho amado.
Fala Senhor, que te escuto.  Deus toma a iniciativa e nos convoca a participar de seu projeto de salvação, esperando resposta sincera e fiel no seguimento de Seu Filho pela fé, escuta da palavra e disponibilidade para servir e testemunhar, repetindo a história como a de Samuel, de André, de Pedro... Ninguém veio ao mundo por acaso, o que nos leva a perguntar como cristãos: “Por que estou aqui e descobrir o sentido de minha  vida”. A vocação à vida é um chamado pessoal de Deus: “os fios de cabelo de nossa cabeça são contados e nenhum cai sem que o Senhor o saiba”, diz Mateus. Na verdade, fomos resgatados por alto preço, por isso a liturgia nos faz refletir sobre a disponibilidade para acolher os desafios de Deus.
O batismo nos torna membros do Corpo de Cristo e escolhidos anunciadores do Reino como testemunhos do Evangelho para que outros conheçam Jesus Cristo e promovam a vida nova da salvação a todos. O primeiro anúncio, o de João Batista, atraiu os primeiros discípulos que acreditaram no Cordeiro de Deus. Quem o descobriu passa a irradiá-LO. Quem dEle se aproxima o faz com motivação, sabendo o que deseja e o que procura. Não é uma aventura que se lança pelo inesperado ou a sorte de encontrar o tesouro da felicidade terrena. É o estar com Ele e, como o discípulo, não importando onde mora e quem O ama torna-O conhecido. Ele basta.
Primeira Leitura: 1Samuel 3,3b-10.19  - Fala, Senhor, que teu servo escuta.
O texto apresenta a vocação profética de Samuel, da tribo de Efraim, que desde menino é consagrado a Deus por sua mãe. Vive no templo do Senhor onde estava depositada a Arca da Aliança, servindo Eli. Samuel exerceu um papel ministerial relevante, como líder, durante a transição da época dos juízes para a dos reis, dando um resumo do caminho percorrido pelo Povo de Deus. A narração da vocação de Samuel mostra que o chamado é de iniciativa de Deus que espera de nós disponibilidade para escutar sua voz e seus desafios. A vocação é sempre uma iniciativa, misteriosa e gratuita de Deus que segue critérios que nos surpreendem, mas Ele dá sentido a tudo e escolhe, chama, interpela e desafia o homem.
A surpresa de Samuel, que desconhece a voz de quem o chama, comprova os desígnios de Deus que o chama em momento de tranqüilidade: Samuel dormia. É no silêncio que a voz de Deus torna mais perceptível ao vocacionado e quando o homem se abstrai de seus problemas, disponibilizando-se ao chamado. Diante dos apelos apresentados pelo mundo e que nos seduzem, sublinhe-se a dificuldade em identificar a voz de Deus que é paciente e persuasivo, até ouvir: “Fala Senhor; o teu servo escuta”.Eli foi instrumento de Deus. ►O pormenor sugere o quanto podemos ser úteis aos irmãos, abrindo-lhes o caminho para a percepção da vontade e chamado de Deus. O termo bíblico escutar significa acolher de coração o que ouviu como compromisso de vida. Samuel diz que aceita embarcar no desafio profético e ser um sinal vivo de Deus. O profeta se faz profeta porque ouve e escuta a voz de Deus.
Salmo Responsorial: O salmista agradece a Deus pelos benefícios recebidos e assume o compromisso de anunciar as maravilhas da salvação.
Segunda Leitura: 1Corintios 6,13c-15a.17-20 Vossos corpos são membros de Cristo.
Somos membros de Cristo que nos resgatou por alto preço por sua entrega na cruz, tornando-nos templos do Espírito Santo para glorificar a Deus. O texto mostra o desafio de Paulo em evangelizar a comunidade de Corintos, ensinando que a imoralidade contraria a vida do batizado que forma com Cristo um só corpo, por isso saber usar a liberdade e não fazer do corpo o que contraria essa união. A atitude do cristão deve ser compatível com as de Cristo a fim de testemunhá-Lo ao mundo.  Graças a sua dedicação apostólica criou uma comunidade forte e unida pela fé em Cristo.
Corintos era uma cidade portuária com população heterogênea em termos de raça e religião, portanto suscetível aos vícios dos prazeres e de vida fácil, onde a riqueza fácil de uns contrastava com a miséria de outros. Os cristãos viviam nesse ambiente que contrariava a pureza das mensagens evangélicas. Para Paulo, no corpo do cristão deve manifesta-se a realidade do corpo de Cristo.
O corpo não é desprezível, miserável, condenado, mas é criado com suma dignidade para manifestar ao mundo a realidade da vida Divina, porque no corpo o cristão vive a comunhão com Deus. Ora se o cristão é membro de Cristo, vivendo em comunhão com o Pai, atitudes desregrados, voltadas a interesses egoísticos e escravos do vício, tornam-se indignos e infiéis templos do Espírito.
O texto é um convite: “glorificai a Deus no vosso corpo”. È comum as comunidades através do clero, menos informado ou viciado pelo formalismo, preocupar-se com atitudes externas, esquecendo o essencial nas celebrações e posturas litúrgicas.
A celebração, em gestos concretos, deve levar o participante, como ser vivo, a sentir seu corpo vibrar e viver nele a morada e templo de Deus. É preciso, em todas as circunstâncias, que a vida do cristão seja uma entrega a serviço, doação, respeito, amor verdadeiro. A celebração, culto sagrado, deve agradar a Deus. Deus é simples porque seu amor, que é sem limites, também é simples. Nós complicamos, tornando Deus distante, quando Ele vive em nós.
Evangelho: João 1,35-42 Foram ver onde Jesus morava e permaneceram com ele.
O texto descreve o encontro dos primeiros discípulos com Jesus que é apresentado por João Batista como o Cordeiro de Deus. Na visão de João, discípulo é quem reconhece no Cristo que passa o Messias libertador e se disponibiliza a seguir-LO no caminho do amor e da entrega e, aceitando o convite, entra em sua casa e vive em comunhão com Ele. Discípulo é aquele capaz de testemunhar Jesus e anunciá-lo aos irmãos. Vinde e vede é o convite que Jesus faz ao discípulo que o procurava. Assim, os discípulos que buscam o Deus da salvação encontram em Jesus, o Servo sofredor da missão salvadora, que entrega sua vida como um cordeiro. Eles viram o Mestre e permaneceram com Ele aquele dia.
Com a apresentação dos três primeiros discípulos, Jesus começa a formar sua equipe para dar sequência a seu ministério. É um quadro vocacional com a marca do Messias, Cristo que inicia escolhendo os discípulos catequizados por Batista, o precursor, que sente cumprida sua missão quando o Messias “passa” e se torna realidade. Ele convida-os a segui-LO, “eis o cordeiro de deus” e sai de cena. A expressão define Jesus como o enviado do Pai para a nova Páscoa e realizar a libertação dos homens, como o novo Adão. Jesus veio, portanto, com a missão de eliminar as cadeias do egoísmo e da escravidão do pecado que prendem os homens, impedindo-os de chegar à vida plena.
“Seguir Jesus” significa caminhar com Ele, percorrer o mesmo caminho de amor e de entrega que Ele percorreu, adotar  seus objetivos e colaborar com Ele na missão. “Que procurais?” Não existe meio termo e os discípulos, pessoas simples, captaram, de pronto, a mensagem e simplesmente O seguem, largando tudo para fazer a experiência da partilha de vida com o Messias. Nasce, assim, o primeiro embrião da comunidade do Messias como uma nova Aliança. Aqui a dinâmica Missionária que forma a comunidade dos que encontram Jesus que passa, procuram n’Ele a verdadeira vida e  liberdade e, identificando-se com Ele, seguem seu caminho de amor e de entrega, dispostos a uma vida de total comunhão com Ele e com os irmãos, formando o caminho vocacional a nos dizer o é ser cristão e seguir Jesus.
O encontro com Jesus não é um caminho fechado, mas um caminho de encontro com os irmãos

A resposta ao amor de Deus é o amor. Amor com entrega  e compromisso de respeito pelo irmão e pela sua dignidade.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Epifania do Senhor - 08/01/2012 – Ano B

JESUS É A MANIFESTAÇÃO DO AMOR DO PAI PARA TODOS
A Epifania conclui o tempo do mistério Natalino. É a festa onde o mundo, através dos pastores e dos reis magos, acolhe o Menino Deus. Cristo assume a natureza humana, nasce e se manifesta a todos os cristãos que se guiam pela fé, indicando aos irmãos o “sinal do grande Rei”, como fizeram os magos. A liturgia, por sua vez, celebra a manifestação de Jesus aos homens. Ele é a “luz” que atrai a si todos os povos da terra, cumprindo o projeto libertador do Pai e essa “luz” entrou na história, iluminou o caminho dos homens, levando-os à salvação e à vida definitiva. A Palavra de Deus, os Sacramentos, a voz da Igreja, do sacerdote ou de pessoas amigas manifestam a presença de Deus, como a estrela.
Natal e Páscoa, festas que se complementam e em ambas está em jogo a vida. Natal é a festa da vida, pois é o Menino nasceu para que todos tenham vida. Não basta que Ele nasça, é preciso que Ele se manifeste.  É o que vivenciamos na Epifania. Ele se manifesta aos gentios, pelos Magos, no batismo como filho de Deus e, nas bodas de Caná, impelido pelo Espírito Santo, inicia sua vida messiânica.
Na Páscoa a vida renasce na ressurreição do Senhor. Esta vida, por sua vez fecundada pelo Espírito do Pentecostes, desenvolve-se e produz frutos através dos apóstolos e discípulos. Importa que sua manifestação não se restrinja às solenidades, mas se manifeste pelo testemunho dos cristãos. Os Magos viram o menino e voltaram por outro caminho, significando que quem encontra Jesus muda de caminho (de vida).
Primeira Leitura: Isaias 60, 1-6 Apareceu sobre ti a gloria do Senhor.
O texto apresenta Jerusalém em reconstrução, acolhendo os que regressam do exílio babilônico e de outras partes, com suas oferendas. A glória de Deus resplandece nos povos que se unem para construir uma nova cidade, solidificada no amor e na justiça. É o anúncio da chegada da luz salvadora de Jahwéh à cidade de Deus a um povo ávido por nova vida e pátria definitiva A certeza nas promessas de Javé em trazer a paz definitiva é o sonho que se faz esperança pela reconstrução de uma Jerusalém (a cidade da luz) bela e harmoniosa para a morada definitiva de Deus no meio de seu povo (pela situação geográfica, a cidade é iluminada desde o nascer até o por do sol, o que a torna mais bela).
O sonho do profeta é ver Jerusalém esplendorosa e ela levantar-se na chegada da luz salvadora de Deus, dando-lhe um novo visual para atrair o retorno de seus filhos, ainda temerosos, e a atenção dos povos de toda a terra, atraídos pelas promessas salvadoras, cantando os louvores de Deus. Aqui se configura a eterna preocupação de Deus com a vida e a felicidade de seu povo. O povo se rebela, o mundo dá voltas, e Deus está lá, estendendo-lhes a mão para socorrê-los.
►É a eterna fidelidade de Deus que nos faz levantar a cabeça e confiar em seu amor infinito de libertar e salvar o homem. O caminho é acolher Jesus, a luz libertadora.
Salmo Responsorial: O rei, como figura de justiça e paz divina, tem a responsabilidade de ser agente da libertação para o povo.
Segunda Leitura: Eféseos 3, 2-3a.5-6
Agora nos foi revelado que os pagãos são co-herdeiros das promessas.
Paulo reafirma que o projeto salvador de Deus, em Cristo, é uma realidade que vai atingir toda a humanidade e que unem judeus e pagãos numa mesma comunidade, os irmãos de Jesus, quebrando as barreiras que dividiam povos e gentios para tornará-los participantes da mesma promessa de salvação. É uma síntese da catequese paulina sobre o mistério da salvação e sua intensidade, definido e elaborado desde a eternidade e revelado, por Jesus, aos apóstolos e ao mundo através de sua Igreja e ação da Família Divina, Pai, Filho e Espírito Santo na obra salvífica.
Paulo, privilegiado como os Doze e como um verdadeiro arauto da Boa Nova, abre seu coração numa missão catequética de compartilhar com os irmãos de fé o grande mistério da Salvação que lhe foi revelado, insistindo que  a salvação não é privilégio do povo judeu, mas de toda a humanidade, sem exceção. Ele é, por isso, designado, o apóstolo dos gentios. Assim, judeus e gentios são membros do mesmo e único corpo, o corpo de Cristo ou sua Igreja, participam da mesma obra salvadora que os faz, em igualdade de circunstâncias com os filhos de Judá, “filhos de Deus”, participando da promessa feita por Deus a Abraão – promessa realizada por Cristo, a luz que iluminou Jerusalém.
Evangelho: Mateus 2,1-12
Uma procura sincera: Viemos do Oriente adorar o Rei
O texto relata a simplicidade de desconhecidos orientais na busca pelo Messias.  Bastou uma estrela, identificada como sendo o sinapara se porem a caminho, não obstante as dificuldades e empecilhos pontuais, mas relativizados. Nada os amedrontou, nem o fato de se dirigirem a um país estrangeiro e, embora ingênuos, enganam o cruel Herodes que pretendia eliminar o “rival”.
Jesus, assim se manifesta como o Messias e Filho de Deus, o verdadeiro Rei, nascido em Belém de Judá para apascentar seu povo. Os magos do Oriente, representando todos os povos, acolhem o Rei que tem a missão de fazer seguidores em todas as nações.
O reconhecimento e a adoração desses sábios contrastam com a cegueira dos que ignoram a presença do Salvador, como ameaça a seus interesses de poder e riqueza. O intuito de Mateus é rebater os que negavam Jesus como o Messias esperado e assegurar aos Cristãos a certeza do verdadeiro caminho, verdade e vida.
A Epifania é a celebração da universalidade da salvação de Deus e convoca os povos, unidos pela fé, a reconhecê-lo e adorá-lo como Deus vivo e verdadeiro. Ele é a luz e a palavra que ilumina o caminho para sermos sinais resplandecentes de sua presença amorosa que cative e, assim Deus, nosso Pai, na sua infinita bondade, revela seu Filho a todos os povos.
Que Ele nos guie e nos fortaleça como verdadeiros filhos, na unidade de sua Igreja e em comunhão com os irmãos, especialmente os marginalizados, os pobres e desamparados material e espiritualmente. O episódio é uma catequese, mostrando Jesus e sua missão como o enviado do Pai que veio oferecer a salvação aos homens de toda a terra. Veio cumprir as promessas e restaurar o reino ideal de seu Pai.
O relato apresenta dois aspectos intrigantes que se repetem no evangelho: (1) O povo de Israel rejeita Jesus; (2) Os Magos, pagãos, O adoram. Herodes e Jerusalém ficam perturbados com a notícia, planejando sua morte; os pagãos sentem alegria, reconhecendo Jesus como o Messias. Os seus não o receberam, sendo acolhido pelos pagãos que perceberam nEle a Luz que veio iluminar as trevas.
A revelação nos faz a refletir sobre essa diversidade de divergentes personagens que vão do ódio a alegria e amor pelo insondável mistério da salvação. Atitudes que levam a indiferença ou a adoração. O batismo nos propõe essa escolha. Conhecer a escritura e vivê-la é ser homens de sinais e atentos aos sinais, como os magos. Que na festa da Epifania nos deixe guiar pela estrela, iluminar por ela, e ser luz para os outros.


 
A Palavra de Deus, os Sacramentos, o Magistério da Igreja, uma boa palavra do sacerdote ou de pessoas amigas, os acontecimentos da vida, manifestam a presença de Deus, como a estrela.

DICAS: * Os excedentes (roupas, livros, calçados) antes de descartá-los, veja sua utilidade a quem necessita. ** Nunca esqueça que você é o grande exemplo a seus filhos. Olhe-os com AMOR. 

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Santa Mãe de Deus - 01/01/2012 – Ano B


POR MARIA,
DEUS NOS DÁ SUA GRAÇA E SUA BÊNÇÃO.
Dia Mundial da Paz   Deus santificou, em Maria, a maternidade. Seu Filho, tornando-se humano, vive a realidade íntima do ventre materno de Maria que, como ser humano, acolheu Deus, em Jesus Cristo. Demos graças a Deus por Maria que foi, no seio do povo de Israel, o caminho para o Salvador e que Ela conduza nossas comunidades cristãs como portadoras de Cristo, o salvador de Deus para o mundo. Assim, Jesus nasceu de uma mulher e, como todo ser humano, numa sociedade com suas leis e normas, sujeitou-se a ela.  Que a Palavra que se fez carne pela humanidade, renove em nós a esperança de vida abundante no convívio com o Pai no Reino a ser construído.
Ao celebrar a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, somos convidados a contemplar, na figura de Maria, aquela mulher que, com seu sim ao projeto de Deus, nos ofereceu Jesus, como nosso libertador. Celebramos, também, por proposta do Papa Paulo VI o Dia Mundial da Paz, para neste dia rezar pela paz no nundo.  E, iniciando a caminhada do novo ano civil, peçamos as luzes do Espírito Santo para que, de mãos dadas com esse Deus que nos ama e a cada dia nos cumula de bênção e graças, nos oferecendo a vida em plenitude, sermos fiéis a nossa filiação Divina.
Primeira Leitura: Num 6,22-27
Invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel. Eu os abençoarei.
Abençoar é uma maneira de comunicar vida, não é qualquer vida, mas a vida plena no Espírito Santo.  É bendizer alguém. O texto salienta a dimensão da presença de Deus em nossa caminhada, lembrando que sua bênção nos dá a vida em plenitude, na forma dita a Moisés: Fala a Aarão e aos seus filhos: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: “O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz”.  “Quem invocar o meu nome sobre os filhos de Israel , Eu os abençoarei”.Nós também somos chamados a este encontro pessoal e a liturgia nos coloca diante de evocações diversas, todas importantes.
A mensagem acontece no Sinai, local da celebração da Aliança com o Povo, antes de iniciar o caminho para a terra Prometida. É uma fórmula utilizada no Templo para abençoar o povo, como despedida para suas casas, em celebrações litúrgicas, como dom de Deus.
O significado da bênção ao Israelita tem o sentido de lembrá-lo que, pronunciar três vezes o nome Jahwéh, é atualizar a aliança e suas promessas e que a vida recebida é dom do Deus da aliança e, a cada invocação, corresponde aos três pedidos (Bênção/Proteção, Graça e Paz - Shalom). Nós somos convidados a nos conscientizar dessa generosidade de Deus, que nunca nos abandona e continua sua ação criadora de amor e paz, o shalom , significando a felicidade plena.
Salmo Responsorial: Salmodiando, peçamos que o Senhor nos abençoe, que Cristo conduza nossos passos no caminho da paz e que seu nome seja reconhecido em toda a terra.
Segunda Leitura: Gálatas 4,4-7 Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher.
O texto evoca o amor de Deus ao enviar seu Filho ao encontro dos homens para libertá-los da escravidão da Lei, tornando-os seus filhos. É nessa situação de privilegiados filhos livres e amados que podemos nos dirigir a Deus e chamar-lhe “abbá”- Papai.
Paulo mostra que Jesus, ao assumir a natureza humana nos liberta, nos faz filhos e herdeiros de mesmo Pai. Sendo filhos do mesmo Pai, nos leva a viver a fraternidade como irmão em Cristo, com Cristo e por Cristo, como fizeram os pastores ao encontrar Maria, José e o Menino. Eles reconheceram o Messias e testemunharam o que viram, tornando-se sinais do anúncio da salvação e ”Todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com o que contavam”.
Paulo envia a mensagem à comunidade (dos gálatas) devido à influência do judaísmo farisaico que tentava ofuscar os ensinamentos de Cristo com os costumes reinantes de uma religião de práticas exteriores, distante da verdadeira prática cristã. Paulo salienta que a salvação é um dom de Deus e não conquista humana, acrescentando que ser cristão é ser livre e que só a ação de Cristo libertou os homens da escravidão da Lei.
Cabe, portanto, a cada um fazer sua escolha: pela escravidão ou pela liberdade e, finaliza Paulo: é uma estupidez experimentar a liberdade e voltar à escravidão, especialmente quando Deus nos chama de filhos no Filho. Esta proximidade libertadora e confiante que temos com Deus, nos faz proclamar como nosso Pai e que nos une a todos os homens.
Evangelho: Lucas 2,16-21
Encontraram Maria e José e o recém-nascido. E, oito dias depois, deram-lhe o nome de JesusSomos, também, chamados ao encontro pessoal com Jesus para que dele frutifique nosso ser e nosso agir, pois somos como “discípulos missionários, chamados a encarnar o Evangelho no coração do mundo”.
No texto, Maria, como mãe de Jesus, nos dá o exemplo de como ser testemunha de fé: “guardava tudo em seu coração”. Nela nos encontramos com Jesus, com o Pai e com o Espírito Santo, em consequência, com os irmãos. Que estes encontros tornem nossa vida frutuosa como portadores da Boa Nova ao mundo.
O texto mostra o projeto libertador de Deus que nos convida a louvá-LO por seu amor e a testemunhá-lo aos homens, trazendo aos pobres, marginalizados e excluídos, material e espiritualmente, a esperança de acesso à salvação e paz libertadora.  Lucas (continuando o texto da noite de Natal) apresenta uma catequese que mostra aos cristãos quem é esse menino e a missão de que foi investido por Deus. Nesta catequese fica bem claro que Jesus é o Messias libertador, enviado a trazer a paz e a resposta que Deus espera dos homens para atingircentro do tempo salvífico.
Jesus é o Deus que salva e o fato da boa notícia ser levada aos pastores (classe marginalizada) significa que a proposta de Jesus se destina, de forma especial, aos pobres e marginalizados, os excluídos pela teologia oficial dos fariseus que os condenava. A voz do alto é de que Deus os ama, conta com eles e que os convoca para fazer parte da sua família.
A resposta à boa nova é imediatamente ecoada pelos pastores que glorificam e louvam a Deus pelo que viram e ouviram como algo espetacular que merece ser compartilhado e que mais pessoas possam participar da mesma experiência. Essa é nossa missão como verdadeiros discípulos missionários. É o fio condutor da história da salvação, sendo Maria a chave guia inseparável.

"DONDE ME VEM ESTA HONRA DE VIR A MIM
 A MÃE DO MEU SENHOR?"
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