segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Assunção de Nossa Senhora 19 /8//20121

FELIZ ÉS TU QUE CRESTE, PORQUE SE CUMPRIRÁ O QUE O SENHOR TE ANUNCIOU.
Dia das Vocações Religiosas - Maria perto de nós
Eis que: Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor e elevou os humildes”.
 No encerramento da Semana da família, festejamos uma das festas mais populares à Maria, Nossa Senhora da Glória, glorificada, é elevada aos céus. Homenageamos, neste dia, os irmãos e irmãs consagrados que, inspirados na Mãe de Deus, † se doam ao serviço do Reino. Os religiosos/as, como Maria, proclamam as maravilhas operadas em nós no amor a Jesus Cristo, por isso, o coração  humano de cada um(uma) palpita Deus. 
Maria visita Isabel e permanece com ela três meses. O encontro das duas se torna também o de Jesus e João. O Precursor exulta de alegria diante da presença do Messias. Isabel aclama Maria como bem-aventurada e escolhida como a mãe do Salvador. Maria acreditou, pondo-se feliz a serviço, como serva, ao proclamar o Magnificat, um cântico profético de uma realidade que torna os pobres e os humildes protagonistas da história. A Igreja crê, desde o princípio, que a Imaculada Conceição e Assunção ao céu foram duas dessas grandes coisas proclamadas.ÿO Senhor manifesta seu amor e dispersa os soberbos, derrubando do trono os poderosos e elevando os humildes.
Primeira Leitura: Apocalipse 11,19a;12,1.3-6a.10ab
Apareceu no céu um grande sinal.
O texto revela uma mulher, símbolo da comunidade, adornada com todo seu esplendor: vestida de sol, sinal da glória do Senhor, tendo a seus pés a lua, símbolo da vitória, usa uma coroa de doze estrelas, simbolizando o povo de Deus, o antigo Israel, com suas doze tribos, do qual nasceu Jesus que dá origem ao novo Israel, a Comunidade-Igreja, Corpo de Cristo, Povo de Deus perseguido pelo dragão. ÆEstar grávida, prestes a dar à luz, é como Maria e a Igreja, fazendo Jesus nascer na história e na vida das pessoas. &O menino é o Messias. Maria deu à luz e a Igreja é a manifestação do Messias ao mundo. Seu nascimento é o batismo que traz à terra uma nova humanidade.
A imagem da Arca da Aliança lembra a Vigem. O menino: ela estava grávida e gritava dores de partoO Dragão é o perseguidor que põe tudo em ação para destruir este recém-nascido. Mas a maldade não terá a última palavra, pois o poder de Deus veio proteger o seu Filho. &O livro do Apocalipse foi escrito em época de perseguições que se abatiam sobre a jovem Igreja, ainda frágil. O Autor evoca estes acontecimentos numa linguagem codificada e misteriosa, em que os animais terríveis designam os perseguidores, mas Deus tira da morte seus fiéis.
O mistério da Virgem se insere no mistério da Igreja e a ilumina.

Salmo Responsorial: O salmo é um canto nupcial que adquire sentido messiânico e passa a referir-se às núpcias do Rei Messias com seu povo.
Segunda Leitura: 1Coríntios 15,20- 27ª
 Entregará a realeza a Deus-Pai, para que Deus seja tudo em todos
O texto é um relato entre forças do Bem e forças do mal. O sinal da vitória  de Reino representa a derrota da morte. Paulo proclama que Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram e nos exorta a nos fixar na meta da esperança. Como Cristo venceu a morte, também todos os que se unem a Ele pela fé, serão vitoriosos. ðSua glória resplandece na humanidade redimida que O segue fiel como fez Maria. ÿA Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. Tem a sua origem na Páscoa do Senhor e o surgimento de uma nova humanidade, em que Cristo é a cabeça, como o novo Adão.
A  morte não significa o ponto final,  porque a   ressurreição é o ápice de nossa vida.
Evangelho: Lucas 1,39-56 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha visitar-me?
O texto é muito familiar e nos apresenta duas donas de casa privilegiadas por Deus. Maria visita Isabel, ambas grávida que se encontram como duas mulheres do povo em um simples e desconhecidos lugarejos. Aclamada pela prima como a bendita entre as mulheres, & Maria recita uma oração de louvor pelas maravilhas nela realizadas pelo Senhor, as quais seriam plenificadas na vida da criança em seu ventre. Há uma explosão de alegria no coração dessas mulheres, impossibilitadas de serem mães: Isabel por ser idosa e estéril; Maria, por ser jovem e virgem.
Lucas ressalta dois momentos: a) Mostra Maria a socorrer Isabel, passando por caminhos difíceis para se solidarizar com a prima e, corajosamente, vence todas as barreiras. b) Mostra em gestos e palavras a grandeza de seu coração:
“Ele olhou para a humildade de sua serva”. Maria, obediente e desapegada dos bens materiais é Modelo de Humildade, com seu SIM salvador: “Eis a escrava do Senhor!” Maria, jovem pobre e desconhecida, é elevada a mais alta dignidade, como a bendita entre todas as gerações. Deus poderia ter escolhido uma rainha para mãe de Seu Filho...  A Assunção de Maria é uma prova da misericórdia divina.
Maria, glorificada na Assunção, é a imagem e modelo de Mãe, liberta e  perfeita. A Assunção da Mãe de Deus, a união entre o céu e a terra, é uma amostra das maravilhas que Deus preparou para seus filhos e é uma pequena amostra do que está reservado para os humildes servos do Senhor. Ela foi elevada aos céus.  âAlegremo-nos, pois o Senhor, sempre misericordioso, eleva os humildes e sacia de bens os famintos, despedindo os ricos de mãos vazias. Que Ele liberte nosso coração para acolhê-lo e anunciá-lo, sem medo, abrindo o nosso coração às pessoas necessitadas.
&O Magnificat descreve o plano que Deus desde a eternidade e, prosseguindo n’Ela, cumpre agora na Igreja, para todos os tempos. ÆNa visita à Isabel, Maria conduz Jesus pelos caminhos da terra. ÆPela Assunção, é Jesus quem leva sua Mãe pelos caminhos celestes, para o templo eterno e definitivo. 
Cumpre-nos proclamar, com Maria, a obra grandiosa de Deus. Em Maria, Ele já completou sua obra “dispersou os soberbos, exaltou os humildes”. Os humildes são aqueles que crêem no cumprimento das palavras de Deus e se põem a caminho da Vida Nova que é Cristo. Eles acolhem e O anunciam a seus irmãos, carente dessa boa notícia.ÿ Deus se debruça sobre eles e cumpre neles maravilhas.
“A glória dos filhos são seus pais” (Pr 17,6;), por isso, é certo que Deus quis glorificar Seu Filho humanado, também, pelo nascimento de uma Mãe toda pura.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

19º Domingo do Tempo Comum, 12/08/2012

JESUSðPÃO DA PALAVRA E DA VIDA.
Dia dos Pais e  abertura da Semana Nacional da Família.
“Como Família, pessoa e sociedade”, os pais são convidados a viver essa vocação como dom de amor que protege e cuida da vida dos filhos, educando-os no caminho do Senhor e para a vida.
 Com o tema: “A Família, o trabalho e a festa”,
Realiza-se entre os dias 12 e 18 de agosto
A Semana Nacional da Família
Como parte do calendário católico do Brasil
Em defesa e promoção da família.
A vocação do batizado é ser discípulo missionário de Jesus, a serviço da vida em família. Ninguém vive para si. O ser humano é família e é, nessa igreja doméstica, a primeira escola da vida e da fé, além de fonte de valores humanos e sociais, que se desenvolve a vocação cristã e o amor entre pessoas. O exemplo está na mulher Cananéia que sofre pelo sofrimento sua filha. âRoguemos, pois, a Deus para que as famílias sejam reflexos da Sagrada Família de Nazaré, santa e unida na mesma fé.
  As proclamações de Jesus: “Eu sou o pão que desceu do céu”
e “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai”, transcende as expectativas humanas: a) porque o pão não é um dom perecível, mas um dom do Filho de Deus, o Pão vivo, Seu próprio corpo; b) porque a fé é um dom e toda pessoa que aderir a Cristo realiza a promessa profética de que todos serão discípulos do Senhor. O batismo é o caminho que nos leva crer e ouvir Jesus, o Verbo (Palavra do Pai – Verbum Dei), alimento da vida que permanece para sempre.
âNa Antiga Aliança, & Deus ensinava o povo por meio de Moisés, dos profetas, dos escribas e doutores da lei, que nem sempre foram fiéis. âNa Nova Aliança, & Jesus é a diferente, Ele é a Voz do Pai que, em Jesus, Deus mesmo se dá a conhecer. ÿAo aceitar a Palavra, nos alimentamos com a vida de Jesus e com seu modo de ser e de viver, de ensinar e de amar, que é a vida de Deus mesmo, porque Jesus é o Pão que nos leva ao Pai.
“Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegida por um PAI”, (Sigmund  Freud)

Primeira Leitura: 1 Reis 19,4-8 
Com a força que lhe deu aquele alimento, caminhou até ao monte de Deus.
O texto mostra Elias que, como representante do israelita leal, é o grande defensor da fidelidade a Javé no combate aos profetas de Baal. Por sua luta religiosa e mensagem profética, é perseguido e foge para o deserto onde sente a experiência da fé de seu povo. Passa momentos de solidão, abatimento e incompreensão, vê fracassar sua missão, pensando em desistir e morrer. Recupera suas forças e coragem para a caminhada até o monte de Deus (Horeb), após se saciar com o alimento que dá força e a água restauradora, oferecidos pelo anjo do Senhor: “pão cozido sobre pedras quentes e água” e uma palavra de estímulo: “Levanta-te e come, ainda tens uma missão a cumprir!” A prova de que
Deus jamais abandona seus escolhidos e enviados. Alimentado pela força de Deus, Elias caminha “quarenta dias e quarenta noites” até seu destino.
Nossa experiência profética é marcada pela incompreensão, calúnia, perseguição ou impotência. Então nos resta beber da água do amor de Deus e seguir o chamado.
Salmo Responsorial: O salmista, ao ser salvo, convida-nos a provar e ver como o Senhor é bom.
Segunda Leitura: Efésios 4,30-5,2 Viver no amor, a exemplo de Cristo
Paulo apresenta duas opções de vida: pelos vícios ou pelas virtudes, e diferencia os que se alimentam do Pão do céu (Cristo) dos que rejeitam este pão. âO texto ressalta que o selo do Espírito Santo nos leva a viver a compaixão, a piedade, o perdão e o amor irrestrito, a exemplo de Cristo, como prova de que todos cristão se tornou morada do Espírito. Do Homem Novo que renuncia os velhos vícios e pecados para viver o amor de Deus, sendo bons uns para com os outros. âA base da exortação de Paulo é mostrar que somos, pelo batismo, filhos bem amados de Deus.

Os vícios do homem velho não cabem na existência de um filho de Deus, marcada com o selo do Espírito. Ser um Homem Novo implica assumir nova atitude nas relações de amor com os irmãos.

Evangelho: João 6,41-51 Eu sou o pão que desceu do céu
A multidão que ouviu Jesus não entendeu como Ele podia se chamar o pão descido do céu. É simples: O povo se saciou da multiplicação dos pães sem entender que aquele Pão oferecido por Cristo ao mundo é um alimento perene para a vida. Æ Viu apenas o sinal material. Jesus, com sua Palavra, seus ensinamentos, nos alimenta para uma vida sem fim, pela nossa existência, dada até a morte.  
Crer em Jesus é acreditar na Palavra do Pai e alimentar a vida para sempre. &Ele é Cordeiro de Deus que veio libertar o mundo da opressão e do pecado. Ele é o Pão de Sua entrega. Comer deste Pão é viver a intimidade com ELE, NELE e por ELE. Por isso, somos filhos do Filho.

Jesus ensina o verdadeiro sentido de sua pessoa. Como os pais, sejamos pão vivo repartido, em família, para a vida do mundo na esperança de um dia viver para sempre e unidos no banquete do Reino.


O EXEMPLO DE PAI NOS FAZ PENSAR EM NOSSOS  DESAFIOS COMPROMISSOS COM DEUS E COM A IGREJA, MOSTRANDO QUE NÃO DEVEMOS SER  MAIS UM, SEM FÉ E FALTA DE SOLIDARIEDADE, MAS ALGUÉM QUE ESTENDE A MÃO AO IRMÃO NECESSITADO DE FÉ E DE CARINHO.