segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Festa do Batismo de Jesus - 13/01/20132 – Ano C (1º Domingo do Tempo Comum)
É NO BATISMO DE JESUS QUE O NOSSO BATISMO GANHA O VERDADEIRO SENTIDO, CONSOLIDADO COM A MANIFESTAÇÃO DO PAI.
Na festa da manifestação amorosa do Pai, recordamos o dia do batismo de Jesus que revelou para nós a sua missão como Filho amado e fiel, e a profundidade de nosso batismo como filhos de Deus e membros da Igreja. Vamos renovar o nosso compromisso batismal na esperança de que a luz do Senhor nunca se apague em nossa vida.
Como servo e Filho amado, Jesus veio com a missão de salvar e libertar os homens. O povo recebe de João o batismo de conversão. E o próprio Jesus é batizado por ele nas águas do Jordão, momento em que é anunciado pela voz do Pai: “Tu és o meu Filho amado, eu, hoje, te gerei”, como O Messias que batizará com o verdadeiro Batismo do Espírito Santo e do fogo. O Espírito, ação do Pai, se manifesta de forma irrevogável na vida de Jesus e Ele age, docilmente, como o Filho amado que veio resgatar e dignificar o povo sofredor. Fez-Se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade para nos libertar de todo nosso lado humano pecador. O batismo nos mergulha no mistério da morte e da ressurreição de Cristo e, assim, renascer para uma vida nova. Renascidos, somos confirmados como continuadores da missão profética, sacerdotal e régia.
Cristo é iluminado no batismo: recebemos com ele a luz; Cristo é batizado: descemos com ele às águas para com ele subir. Que sejamos “como luzes no mundo, isto é, como uma força vivificante para as outras pessoas” (S. Gregório Nazianzo) e viver intensamente nossa vocação batismal.
Primeira Leitura:  Isaías 42,1-4.6-7 Eis o meu servo: nele se compraz minh'alma.
O texto, como num cântico do servo do Senhor, anuncia a vinda do mediador de Deus para restabelecer a Aliança de Paz e ser a luz das nações e julgador, descrevendo sua vocação profética, apresentado pelo próprio Pai como o eleito. Sua missão é restaurar o direito, a justiça, seguindo o plano de Deus, que deseja justiça, paz e fraternidade entre seus filhos, cabendo-lhe promover o julgamento das nações.
Jesus é O predileto de Jahwéh, o instrumento de Deus a quem, pelo dom do Espírito, chamou e confiou essa missão profética: animado por esse Espírito, o Servo irá levar justiça às nações. É o mesmo Espírito que Deus derrama sobre os chefes carismáticos da Igreja, Povo de Deus de ontem, hoje e sempre.

Os primeiros cristãos, na dificuldade de entender como o Messias, condenado, foi crucificado pelos homens, explicam que Ele cumpriu missão e desejo assistido pelo Pai e não fracasso do Filho. O desejo do Pai era transformar o mundo e libertar seus filhos, a humanidade. O batismo é um instrumento de Deus nessa transformação. Cabe a cada um corresponder ao chamado dispensado por Deus a todos os homens, lembrando que a missão profética só acontece face à luz de Deus: Ele escolhe, chama e envia.
Ser batizado, pertencer à Igreja, crer em um só Deus é o caminho, mas para ser salva é preciso viver do Espírito de Deus, na graça e na verdade.
Salmo Responsorial:  Foi ungido por Deus com o Espírito Santo. Que o Senhor abençoe com a paz o seu povo!
Segunda Leitura: Atos 10,34-38                                                      
Agora nos foi revelado que os pagãos são co-herdeiros das promessas.
Deus não faz distinção entre as pessoas nem privilegia um povo ou uma raça, mas aceita a todos e a cada um que O reconhece como Senhor, que O teme e pratica a justiça: o essencial é a adesão a Jesus, como o Filho amado do Pai, o Messias Ungido que passou a vida fazendo o bem e curando a todos.  O texto é uma catequese sobre a evolução da Igreja, i. é, a difusão do Evangelho. Como deve ser o testemunho que o discípulo deve dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra. Pedro, em sua fala, lembra ao povo que a proposta de salvação oferecida por Deus e trazida por Cristo é universal e se destina a todas as pessoas, sem distinção, “porque Deus estava com Ele”.
Jesus nos seus gestos de bondade, de misericórdia, de perdão, de solidariedade e amor, os homens encontraram o plano libertador de Deus, através do Batismo
Evangelho: Lucas 3,15-16.21-22
Jesus recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu.
Jesus não precisava se submeter ao batismo penitencial de João. Desde Sua concepção no seio de Maria, Jesus é declarado Messias, como sacerdote, rei e profeta. Mas para exercer a missão e difundir pela terra o batismo no Espírito Santo e no fogo, como sacerdote, rei e profeta, Jesus se submeteu, com humildade, ao batismo de João, momento em que o Espírito Santo declara Jesus como Filho amado de Deus. Jesus, a partir dessa unção, inicia sua obra messiânica profetizada por Isaías. Assim acontece com o cristão que, pelo batismo, torna-se filho adotivo de Deus e, ungidos pelo óleo do crisma, é santificado para a sua vocação e missão batismal.
O texto apresenta Jesus e João Batista às margens do rio Jordão. João, como guia carismático, pregava a chegada do Messias e a conversão, através do rito de purificação pela água, algo estranho para os judeus. João significava o tempo da antiga aliança como o último profeta. Jesus representa um novo tempo em que Deus vem ao mundo, como um de nós, para oferecer aos homens a salvação. O batismo revela a identidade e a missão de Jesus (“Ide por todo o mundo...). Por isso João declara: “Ele é mais forte do que eu”. “É O filho muito amado”. A abertura do céu significa a união da terra e do céu, refazendo a comunhão entre Deus e os homens.
A beleza da história está na bondade de Deus em doar seu filho para partilhar e se solidarizar com as dores e limitações dos homens e levá-los à vida em plenitude.






 


terça-feira, 1 de janeiro de 2013


               EM JESUS A SALVAÇÃO É OFERECIDA A TODOS: A MANIFESTAÇÃO DO AMOR DO PAI PARA TODOS.
O mistério de Deus, como plano salvífico, manifesta-se em Cristo a toda humanidade. A Epifania, como mistério, é a afirmação de que Jesus veio para os povos de todos os tempos. A liturgia apresenta a manifestação de Jesus como luz à humanidade. Luz que ilumina os homens para uma vida nova de salvação.
A Epifania é o ápice do tempo Natalino onde o mundo, nos pastores e reis magos, acolhe o Menino. A Palavra de Deus, pela Igreja de Cristo e nos Sacramentos, manifesta a presença de Deus, como a estrela do oriente que nos leva à “manjedoura”. Ele agora tem um rosto e gestos humanos.
Natal e Páscoa, festas que se complementam na pessoa de Cristo, vida. Natal, um Menino nasce para que os homens tenham vida e se manifesta na Epifania:  aos gentios, pelos Magos; como Filho de Deus, no batismo; e nas bodas de Caná, como inicia sua vida messiânica.
Na Páscoa a vida renasce no Senhor que é fecundada pelo Espírito do Pentecostes e produz frutos por seus seguidores. Que as manifestações não se limitem a solenidades, mas pelo testemunho cristão. Os Magos viram o menino e voltaram por outro caminho, significando que quem encontra Jesus muda de caminho (de vida).
Primeira Leitura: Isaias 60, 1-6
Apareceu sobre ti a gloria do Senhor.
A palavra profética de Isaías convida ao compromisso de fidelidade à aliança com Deus que se manifesta em todos os povos. A presença do Senhor ilumina os que se unem para construir a nova cidade, no amor e na justiça. A restauração da cidade Luz é a alegria pela glória de Deus como Luz salvadora que liberta todos os Povos. A certeza nas promessas de paz é o sonho que se faz esperança pela reconstrução da nova Jerusalém (a cidade da luz) bela e harmoniosa para a morada definitiva de Deus no meio de seu povo  (iluminada desde o nascer até o por do sol, o que a torna mais bela). O povo virá com suas riquezas (incenso, mirra) para louvar o Senhor.
O sonho do profeta é ver Jerusalém levantar-se, no seu esplendor, na chegada da luz salvadora de Deus e, com seu novo visual, atrair o retorno de seus filhos e a atenção dos povos de toda a terra, cantando os louvores de Deus. Aqui se configura a eterna preocupação de Deus com a vida e a felicidade de seu povo. O povo se rebela, o mundo dá voltas, mas Deus está lá, estendendo-lhes a mão para socorrê-los. A eterna fidelidade de Deus em libertar e salvar os homens nos faz levantar a cabeça e confiar em seu amor infinito. O caminho é acolher Jesus, a luz libertadora, cabendo a cada um brilhar essa Luz aos homens através de nosso testemunho.
A catequese missionária que reflete e ilumina essa nova Luz de Deus é a Igreja, a comunidade cristã que a acolhe e faz refletir nos irmãos de fé.
Salmo Responsorial: O salmista canta a libertação de seu povo e o rei fará justiça em favor do povo: As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor.
Segunda Leitura: Eféseos 3, 2-3a.5-6
Agora nos foi revelado que os pagãos são co-herdeiros das promessas.
O texto relata o que foi dado a conhecer em Cristo: somos chamados por Deus e usufruir de Sua herança, formando um só corpo (a Igreja) para participar de Sua família. Epifania: a grande festa missionária que nos faz sentir parceiros na fé, junto à humanidade que enfrenta os dissabores da caminhada. A fé comunica vida à comunidade na busca pelo sentido da vida. A estrela indica o caminho alternativo, que não passa pela esperteza dos grandes, mas pela inocência dos pequenos e fracos, no caminho que leva ao Menino de Belém. A revelação aos Magos é a manifestação de Deus aos pagãos e todos os povos, numa comunidade de irmão, como plano salvífico universal.
A Igreja, como o Corpo de Cristo, é a comunidade dos que acolheram o mistério da salvação, unindo judeus e pagãos (toda humanidade).
Paulo, privilegiado como os Doze, o verdadeiro arauto da Boa Nova, abre seu coração numa missão catequética para compartilhar com os irmãos de fé o grande mistério da Salvação que lhe foi revelado, insistindo que  a salvação não é privilégio de ninguém, mas de toda a humanidade. Com razão é designado o apóstolo dos gentios. Judeus e pagãos são membros do mesmo e único Corpo, de Cristo ou sua Igreja, participam da mesma obra salvadora: filhos Judá e filhos de Deus, na promessa feita por Deus a Abraão, realizada por Cristo.
Evangelho: Mateus 2,1-12 Uma procura sincera: Viemos do Oriente adorar o Rei.
Os sábios do oriente chegam a Jerusalém e, atraídos pela luz misteriosa, perguntam pelo rei dos judeus que acaba de nascer. Herodes e toda Jerusalém, ligada ao poder, ficam alarmados, pois conhecem as promessas messiânicas do povo. Da pequena Belém deverá surgir o verdadeiro pastor para apascentar e guiar o povo no caminho da salvação. Os magos seguem os sinais de Deus, a estrela que conduz ao Messias Salvador e, felizes, O reverenciam, oferecendo presentes. A tradição reconheceu no ouro: a realeza de Cristo, no incenso: Sua divindade e, na mirra: Sua humanidade. O gesto dos magos simboliza o reconhecimento de Jesus como Salvador, por todos os povos. Sua fé na caminhada até Cristo significa a missão universal de fazer discípulos todos os povos.
Jesus se manifesta como o Messias, o verdadeiro Rei para apascentar o povo de Deus. Os magos, representando todos os povos, acolhem o Rei que veio fazer Seus seguidores todas as nações. O reconhecimento e a adoração desses sábios contrastam com a cegueira dos que ignoram a presença do Salvador, como ameaça a seus interesses de poder e riqueza. Mateus contesta os que rejeitam Jesus como o Messias, confirmando aos Cristãos a certeza do verdadeiro caminho, verdade e vida. Cabe ao discípulo a missão de partilhar a grande herança da salvação, formando um só povo que compartilhe de um só corpo, comprometido em viver a comunhão e a fraternidade universal. A Epifania mostra que Deus não é propriedade particular, por isso nos convoca a apresentar o Rei dos reis a todos os povos e raças.
O encontro dos Magos com Jesus os fez retornar por outro caminho: como transformação de vida. O nosso encontro com o Senhor também deve nos levar novos caminhos e nova vida. A mudança de rota na Bíblia simboliza a conversão. Viver a Epifania é assumir o evangelho, tende Jesus como estrela guia e luz que ilumina a nova caminhada na história. Contudo a inveja dos “Herodes”, pela lógica do poder e da ganância, tenta sufocar essa esperança e transtornar o caminho certo. A caminhada é pedregosa, mas Deus a ilumina, gerando força e vida.
A Epifania é a celebração da universalidade da salvação de Deus e convoca os povos, unidos pela fé, a reconhecê-lo e adorá-lo como Deus vivo e verdadeiro. Ele é a luz que ilumina o caminho para o homem ser sinal de sua presença amorosa. Que Ele nos guie e nos fortaleça como verdadeiros filhos, na unidade de sua Igreja e em comunhão com os irmãos, especialmente os marginalizados, os pobres e desamparados material e espiritualmente. O episódio mostra Jesus como o enviado do Pai  a restaurar Seu reino de amor e paz.
O relato apresenta dois aspectos contraditórios: O povo de Israel rejeita Jesus; os Magos, pagãos, O adoram. Herodes e Jerusalém ficam perturbados com a notícia, planejando sua morte; os pagãos sentem alegria, reconhecendo Jesus como o Messias. Os seus não o receberam, os pagãos O acolhem e percebem nEle a Luz que veio iluminar as trevas.
Ele será Sinal de contradição.
A revelação nos faz refletir sobre essa diversidade de personagens que oscila do ódio à alegria e amor pelo mistério da salvação. Atitudes que levam a indiferença ou a adoração. O batismo nos propõe essa escolha. Conhecer a escritura é vivenciar seus sinais como o dos magos. Que a manifestação de Deus nos faça luz para os outros.

As Revelações chegaram até  nós pela Sagrada Escritura (escritos inspirados por Deus) e pela Tradição (inspiração do Espírito Santo nas pessoas que vivenciaram pela fé e vida).

A Palavra de Deus, os Sacramentos, o Magistério da Igreja, a palavra do sacerdote ou de pessoas amigas, os acontecimentos da vida, manifestam a presença de Deus, como a estrela.
DICAS: (1) Revendo Seus “estoques”: (roupas, livros, calçados) antes de descartá-los, veja sua utilidade a quem necessita. (2) Nunca esqueça que você é o grande exemplo a seus filhos. Olhe-os com AMOR

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


Solenidade da Santa Mãe de Deus,de 01/01/2013 Ano C
DEUS ENVIOU O SEU FILHO, NASCIDO DE UMA MULHER (Gl 4,4)
POR MARIA, Deus nos dá sua graça e Sua Bênção.
Dia Mundial da Paz e da fraternidade universal
O Senhor ordena a Moisés que ensine Aarão abençoar. É o próprio Deus preocupado com Seu Povo e ser o companheiro de caminhada. Ele ensina quem pode e deve ser invocado e atende a invocação. A lógica do amor contraria os princípios deste mundo:
Deus quer o nosso bem e se faz nosso servidor com Sua bênção para nossa proteção e a paz. Sua maior bênção é seu filho, nascido de Maria, na plenitude do tempo messiânico, esperança de seu Povo. Nasceu submisso à Lei, como sua Mãe, para nos tornar filhos do mesmo Pai. Ele santificou, em Maria, a maternidade
Jesus nasceu de uma mulher e, como todo ser humano, numa sociedade com suas leis e normas, sujeitou-se a ela.  Maria foi, no seio do povo de Israel, como a Nova Arca, o caminho para o Salvador e Ela conduz nossas comunidades cristãs, portadoras de Cristo, o salvador de Deus para o mundo Que a Palavra que se fez carne pela humanidade renove em nós a esperança de vida nova no convívio com o Pai no Reino a ser construído. Na festa da Mãe de Deus Maria, com seu sim ao projeto de Deus, nos ofereçe Jesus,como O libertador, e paz ao mundo. Neste Dia Mundial da Paz rezemos pela paz entre os homens, pedindo bênçãos pelo novo ano civil para, de mãos dadas com esse Deus que nos ama e a cada dia nos cumula de bênção e graças, nos dê vida plena e fidelidade a Seu amor.
Primeira Leitura: Num 6,22-
Invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel. Eu os abençoarei.
Abençoar é uma maneira de comunicar vida, a vida plena no Espírito Santo.  É bendizer alguém. O texto salienta a presença de Deus em nossa caminhada, lembrando que Sua bênção nos dá vida abundante, na forma dita a Moisés: Fala a Aarão e aos seus filhos como deveis abençoar os filhos de Israel:  “Quem invocar o meu nome sobre os filhos de Israel, Eu os abençoarei”. ►Somos chamados a este encontro pessoal e a liturgia nos coloca diante de evocações diversas e que devem fazer parte de nossa vida .
“O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz”.
A mensagem acontece no Sinai, local da celebração da Aliança com o Povo, antes de iniciar o caminho para a terra Prometida, tornando-se o ritual utilizado no Templo para abençoar o povo, na despedida para suas casas, em celebrações litúrgicas, como dom de Deus.
O significado da bênção lembra o Israelita que, pronunciar três vezes o nome Jahwéh, é atualizar a aliança e suas promessas, como dom de Deus e, a cada invocação, corresponde aos três pedidos: Bênção/Proteção, Graça e Paz - Shalom. É uma lembrança de que Deus nunca nos abandona e continua sua ação criadora de amor e paz, o Shalom, significando a felicidade plena.
Salmo Responsorial: Com o salmista, peçamos que o Senhor nos abençoe e nos conduza no caminho da paz: Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção!  
Segunda Leitura: Gálatas 4,4-7 Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher.
O texto nos lembra que o Filho de Maria nos resgata da Lei e nos torna filhos. A maior bênção de Deus Pai é seu filho Jesus, nascido de Maria. Nessa situação de privilegiados filhos livres e amados, podemos nos dirigir a Deus e denominá-lO: “Abba”, Papai.
Paulo mostra que Jesus, ao assumir a natureza humana nos liberta, nos faz filhos e herdeiros de mesmo Pai.  Sendo filhos do mesmo Pai, nos leva a viver a fraternidade como irmão em Cristo, com Cristo e por Cristo, como fizeram os pastores ao encontrar Maria, José e o Menino. Eles reconheceram o Messias e testemunharam o que viram, tornando-se sinais do anúncio da salvação e ”Todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com o que contavam”.
Paulo envia mensagens aos gálatas, temendo à influência do judaísmo farisaico com os costumes contrários aos ensinamentos e distantes da verdadeira prática cristã. Paulo salienta que a salvação é um dom de Deus e não conquista humana. Ser cristão é ser livre pela ação de Cristo que libertou os homens da escravidão da Lei.  Cabe a cada um fazer sua escolha: pela escravidão ou pela liberdade. Conclui: é uma estupidez experimentar a liberdade e voltar à escravidão, especialmente quando Deus nos chama de filhos no Filho. Confiantes no Deus conosco, proclamamos como nosso Pai e que nos une a todos como irmãos.
Evangelho: Lucas 2,16-21 Encontraram Maria e José e o recém-nascido. E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus.
 O texto apresenta Maria atenta ao que acontece no cumprimento às tradições da lei judaica, meditando no coração e acolher a mensagem de Deus em cada momento de sua vida. Saber contemplar a vida com o coração é a arte de quem deseja ser construtor da paz. É preciso pacificar o coração, educar o olhar e sentir o outro e os fatos da história, dar tempo e espaço para Deus se comunicar.
Maria vivia diante de Deus. Por isso o Senhor realizou nela as maravilhas que seu coração de Pai pedia. É o que Ele deseja de cada um de nós, desde que nosso coração esteja aberto ao projeto do Reino e atento às necessidades do próximo e a realidade concreta de cada dia.
 Somos chamados ao encontro pessoal com o Filho de Deus para que, com Ele, frutifique nosso ser e nosso agir e nos tornar “discípulos missionários, chamados a transbordar o Evangelho no coração do mundo” trazendo aos pobres, marginalizados e excluídos, a esperança da salvação e paz libertadora. 
 No texto, Maria, como mãe de Jesus, nos dá o exemplo de como ser testemunha de fé: “guardava tudo em seu coração”. Nela nos encontramos com Jesus, com o Pai e com o Espírito Santo e com os irmãos. Que estes encontros tornem nossa vida frutuosa como portadores da Boa Nova ao mundo.
Lucas, em sua catequese, mostra aos cristãos quem é esse menino e a missão de que foi investido por Deus, deixando bem claro que Jesus é o Messias libertador, enviado a trazer a paz e a resposta que Deus espera dos homens para atingir o tempo salvíficos.  Jesus é o Deus que salva!
É a boa notícia levada aos pastores (os marginalizada), significando que Jesus veio, de forma especial, aos pobres e marginalizados, os excluídos pela teologia oficial dos fariseus que os condenava. A voz do alto é o recado de Deus que nos ama, conta com os excluídos, convocando-os para fazer parte da sua família.
A resposta à boa nova é imediatamente ecoada pelos pastores que glorificam e louvam a Deus pelo que viram e ouviram como algo espetacular que merece ser compartilhado e que mais pessoas possam participar da mesma experiência.  Essa é nossa missão como verdadeiros fiéis discípulos missionários. É o fio condutor da história da salvação, sendo Maria a chave guia inseparável.
"DONDE ME VEM ESTA HONRA DE VIR A MIM, A MÃE DO MEU SENHOR?”

Feliz 2012, com as bênçãos do Céu.
Muita Paz de Deus, Amor, Saúde e Vida Plena!!!