segunda-feira, 29 de abril de 2013


6º Domingo de Páscoa â05.05.2013
“SE ALGUÉM ME AMA GUARDARÁ A MINHA PALAVRA E O MEU PAI O AMARÁ”
Jesus deseja que sua Palavra penetre em nosso coração pela ação do Espírito Santo, tornando nossa fé inabalável pelo amor derramado pelo mesmo Espírito. A promessa de Jesus é sua presença na caminhada de sua Igreja em marcha pela história. Não estamos sozinhos: ELE está sempre ao nosso lado. DEUS, como nosso Pai e o amor do Filho, é que nos reúne pela força do Espírito Santo para celebrar nossa fé no Cristo Ressuscitado e presente em nossa vida diária. Somos a Igreja de Cristo: Cristo, o amor do Pai e a Igreja, o amor de Cristo. Não existe Igreja sem Cristo, como não existe Cristo sem Igreja. CABEÇA E SEUS MEMBROS. Não esquecer que os sacramentos são o amor da Igreja.
http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/407816/gd/1253207390/NUNCA-DIGA-EU-NAO-POSSO.jpgA liturgia nos propõe contemplar esse AMOR DE DEUS, manifestado na história da salvação, através dos gestos e no amor de Jesus. Ele nos deu Seu Filho, como exemplo, para que todos se amem como irmãos, através de sua Igreja. Por isso Jesus resume os mandamentos a um só: AMOR, sendo a Páscoa o momento de Cristo nos agregar em Sua Igreja, como nos ensinou na figura do Bom Pastor, pedindo-nos, nesse domingo, a fidelidade, a fé que nos identifica com o Pai.
1ª Leitura: Atos 15,1-2.22-29
Decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além das coisas indispensáveis.
O texto se baseia no Concílio de Jerusalém em decorrência dos desafios de novos tempos. As comunidades se debatiam com lutas ideológicas entre os cristãos de origem pagã e os de origem judaica. Os cristãos tradicionais, como requisito para aderir a Cristo, exigiam a obediência à Lei de Moisés, como a imposição da circuncisão. Paulo e Barnabé, na posição de conciliadores, recorrem aos apóstolos e presbíteros para resolver a questão.
A Assembléia discute o que é essencial e o que é acessório como fundamental da fé cristã. Como hoje, todas as decisões enfrentam contraditórios quem deve ser, na luz do Espírito Santo, sacramentado como manifestação Divina.  A decisão do Concílio foi de não impor nenhum fardo além do indispensável e recomendado para o bom cristão: Só Cristo basta (Ele é o caminho, a verdade e a vida). A Igreja rompeu o cordão umbilical com o judaísmo. Quem nos salva é a graça de Jesus e não as obras da lei. O essencial é atualizar a proposta central do Evangelho, de forma que a mensagem libertadora de Jesus possa ser acolhida por todos os povos.
Evitar ritos e práticas de piedade que não exprimem a proposta cristã deve fazer parte na nova Igreja, mostrando ao cristão a verdadeira face de Cristo, o Ressuscitado.
Salmo Responsorial: O salmista glorifica o Senhor que nos alegre, por isso recebe o louvor de todos os povos. Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem!
2ª Leitura: Apocalipse 21,10-14.22-23 Mostrou-me a cidade santa descendo do céu.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitek4kIA7MOiG_Zodr9zGV-FNmd-3yFVk0MkSKHYExb48t8FbpBDAhv6W3WXlRTg000r7k6op9olPUO9_cqbKlboAqm1zOxG78BTFtGYjhG3i3mnCOekDW6lrxhrYWHUwZRQ0WSGDgHcc/s1600/jerusalemchegando.jpgJoão, de forma apocalíptica, apresenta a imagem da Cidade Santa, a Jerusalém, como a Igreja de Cristo, a Nova Cidade, referindo-se ao tempo messiânico. Ela é guiada por Jesus, o Cordeiro, e alicerçada nas doze tribos de Judá, no testemunho de seus seguidores, os doze Apóstolos e os mártires, estampados em suas portas, a totalidade do Povo de Deus do Antigo e do Novo Testamento.
http://www.pime.org.br/imagens/mmmar2003-f38.jpgJoão se reporta a uma cidade perfeita, mas sem Templo, porque o verdadeiro Templo é o Senhor. É Ele que ilumina a Nova Cidade e sua lâmpada é o Cordeiro, Jesus Cristo sinal da glória de Deus e luz da Igreja e do mundo, como o Novo Céu e a Nova Terra. A cidade não tem Templo, diz João: lá a vida é plena, sem mediações, e o homem verá a Deus face a face.
A Igreja é o caminho que aponta para essa comunidade messiânica, escatológica: a humanidade necessita desse testemunho e exemplo de vida.
Evangelho: João 14,23-29 O Espírito Santo vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
No contexto da ceia de despedida Jesus fala do amor como o grande mandamento, o amor do Pai, recomendando aos discípulos a continuidade de Sua missão isto é, viver e testemunhar Suas palavras, “palavra que vem do Pai” que se constitui numa relação de amor: amor a Deus e amor de Deus, Filho e Esp Santo para se tornar templo de Deus.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOCwYb4141ZIJQ7jgPrrIwULAwvvjOknjLYTItrtg3YtormQXAUKh2SzOyhV5VOuyu4jZ4QfwLvmEBswT4ngU1sCT5B1D9ZzEm8wvU7GxCRZNaVtaCpsKwW5EcmyZkvOV5tEJh3N7aU8Q/s1600/ESPIRITO+SANTO45_n%5B1%5D.jpgJesus promete o envio do Paráclito (pelo Pai), aquele que vai ensinar todas essas coisas, fazendo memória de Suas Palavras que orientam e animam para o cumprimento da missão. Evangelizar é catequizar, levando a unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito. Jesus diz aos discípulos qual o caminho a seguir para se manter em comunhão com Ele, reafirmando sua presença e sua assistência através do Espírito Santo. Sua Igreja é o caminho esse Amor.
Jesus deu o exemplo do caminho do Homem Novo, o da entrega, do serviço e do amor total. É nesse caminho que o homem se realiza. Seguir esse caminho é preciso amar Jesus e guardar Sua Palavra. Amá-Lo é identificar-se com Ele e com o Pai para fazer parte da nova Família; “faremos nele a nossa morada”.
Seguir Jesus para encontrar-se com o Pai exige o despir-se do egoísmo e aprender a fazer da vida um dom aos irmãos. Os discípulos estão inquietos, perturbados. Jesus os tranqüiliza: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Não se perturbe o vosso coração. Ouvistes o que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós.
A comunhão do cristão com o Filho resulta na intimidade, no Amor e na comunhão com o Pai,  num desprendimento de total doação.
O discípulo (amigo de Jesus) é aquele que testemunha, com palavras e gestos, que o mundo se constrói com amor.
Pelo e-mail, wlimar@yahoo.com.br
Participe, dando sua sugestão e críticas.

 

 

 

segunda-feira, 22 de abril de 2013


5º Domingo de Páscoa, 28.04.2013 
EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO: O AMOR.
EIS O MEU MANDAMENTO: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI.
O tema fundamental da liturgia deste domingo é o do amor: o que identifica os seguidores de Jesus é a capacidade de amar até ao dom total da vida. Amor-serviço-doação. Jesus orienta a comunidade dos discípulos a viver o amor fraterno. Viver o egoísmo, a auto-suficiência, fechando-se ao irmão, é interromper essa relação, frustrando o mandato do Senhor: é morrer. O mandamento de Jesus sublima a união vital dos discípulos com o Ressuscitado e do batizado com sua comunidade de fé. Esta união explica o fundamento da fonte vital: http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTvrC14cwOA1loz7kyn-YAWigoq1SomJQXjJAg9H7zFcgBU24u_CQEle a fonte de água viva, nós o rio dessa fonte. A existência da relação de amor com Cristo e os irmãos, nos torna uma comunidade feliz, como Igreja una e santa, na Eucaristia, celebrada com o Pão do amor. Na feliz expressão do Concílio Vaticano II, a liturgia é fonte e cume da vida cristã, lugar onde se busca a seiva para produzir frutos para renovar o dinamismo da vida. Cada pessoa, na celebração, é chamada a produzir essa seiva da vida nova recebida na páscoa, e unidos no amor fraterno, somos convidados a produzir frutos de justiça, amor e paz.
1º Leitura: Atos 14,21b-27 Contaram à comunidade tudo o que Deus fizera por meio deles.
O texto relata as dificuldades e lutas dos primeiros cristãs em missão s e a importância da ajuda mútua que fortalecia uns aos outros para testemunhar o amor de Deus. Com esse projeto Paulo e Barnabé visitam as novas comunidade, designando lideranças locais para mantê-las unidos no amor e na fé. Concluída a primeira viagem missionária, relatam as maravilhas operadas por Deus na evangelização.
A catequese de Paulo visa estimular os novos cristãos, por meio de lideranças, com a missão de garantir a participação na comunidade, no caminho de Jesus. Cumpre à Igreja estimular o apoio mútuo que gere comunidades de irmãos. As visitas pastorais devem ser um elo de animação diante dos desafios enfrentados pelas comunidades. 
Paulo como o grande ícone da Igreja, o apóstolo dos gentios, teve no batismo de sua missão repleta de luta e de dor. A história da Igreja é recheada de conflitos e perseguição. A missão da Igreja é formar comunidades pontuais, priorizando a união de irmãos em torno da fé. Cristianismo é encontro com Deus na partilha da fé e do amor entre irmãos. Barnabé foi definitivo nessa integração que incluiu Paulo e o levou à vida apostólica.
A VOCAÇÃO CRISTÃ É MISSIONÁRIA NUMA FAMÍLIA DE IRMÃOS, A IGREJA, O CORPO DE CRISTO.
Salmo Responsorial: O salmista louva a Deus que é bom e compassivo com toda a criatura.
Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, meu Senhor e meu Rei para sempre.
2º Leitura: Apicalípse 21,1-5a Deus enxuga as lágrimas de seus olhos,
dizendo: Eis que faço novas todas as coisas”.https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYt5sEWZJsd4JTuWHvwirL-qTrSsO3mzj4WYjYY2Wv7jCbTM9kn1hkfni5V_Ctef9Wjo8LED8jDG8XsNrYw7Xh72txS2rd1DDg4SuoWNo79bXP8phG5KL7HS-8sMT8b1SJoWYzrgsb4uSM/s1600/NOVO+CEU.jpg
O texto apresenta a meta final da caminhada cristã:  "um novo céu e uma nova terra”, a realização da utopia, o rosto final dessa comunidade, chamadas a viver no amor. A Igreja, como comunidade escatológica, é renovada pela ação salvadora de Deus na história: A nova Jerusalém descida do céu, da casa do Pai, é o ápice da humanidade, a meta última de nossa historio, a nova criação, a vitória definitiva da vida sobre a morte. A partir daí, tudo será novo, definitivo, acabado, perfeito.
O Apocalipse foi escrito para orientar os cristãos em meio às perseguições. João mostra que a comunidade glorificada representa os fiéis anunciadores do Evangelho, com o primeiro anúncio vivo e real. Em sua linguagem apocalíptica João mostra a longa história amorosa entre Deus e o seu Povo como uma história de amor com um final feliz. A catequese de João, visando iluminar nossa caminhada, como Igreja, santa e pecadora, é assegurar que estamos destinados à vida plena e de felicidade sem fim juntos a Deus, na Pátria Celeste.
A Ressurreição de Cristo é o caminho de renovação das estruturas da comunidade cristã e da sociedade para este mundo novo de paz, igualdade e fraternidade.
Evangelho: João 13,31a.34-35
Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.
No discurso de despedida, Jesus deixa o grande legado do Pai: O mandamento Novo (o Amor), imagem da comunhão vital com Ele e os irmãos na fé. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã, dando testemunho ao mundo do amor de Deus. Somos discípulos do amor fraterno. O texto nos leva a viver em comunhão com Cristo.  Que Sua palavra nos liberte do egoísmo, da arrogância para produzir frutos de amor fraterno, paz e justiça. A missão da Igreja, em sua caminhada, como comunidade, é produzir os frutos de justiça, amor e paz que Jesus produziu.
Ele a criou (a Igreja) viva e dinâmica com a missão de testemunhar em gestos concretos o amor do Pai. Não criou um “gueto” fechado e livre, mas uma instituição que transparece, em cada membro, a vida no amor e na alegria, ou na dor até a cruz. Como arautos da reconciliação, nosso gesto ao irmão deve ser de justiça pelos direitos e dignidade da pessoa humana, a fim de atraí-lo à missão que Jesus nos confiou. O amor na dor e na alegria em Cristo, com Cristo e para Cristo.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO6aiTNZEulG3vGSOJ3JesTddUUV8_uNE2Goj20o0hRnWjYrRj_XDo1eG1_0VZ2h53p4e0tyKyFSYylTHwPd1RqZtMg3cARkDBz1Fwvj-Rn65tCzuu9nxae9WGnu9gqctmExnmMEcvkPmQ/s1600/ame.jpgJesus ensinou o modo de amar como Ele amou junto com o Pai: “Misericórdia e piedade é o Senhor. Ele é paciência, é compaixão”. É um amor universal.  A comunidade é o novo céu, a nova terra. Ser espiritual não retira o dever de ser concreto, como vimos no testemunho do Papa Francisco. Celebrando a Eucaristia realizamos nossa comunhão com Deus.  
Jesus nos deixa o grande legado: (1) O amor resume Sua Vida e Missão“Amar como Eu vos amei”. Assim deve ser a vida da Igreja; (2) Comunidade glorificada é a que constrói. A Igreja é anúncio pelo testemunho, por isso ela representa o novo céu e a nova terra. Ela delega porque ninguém vai "em seu próprio nome"; (3) Jesus ensina como aprendeu do Pai que é misericórdia e piedade. O amor é sempre a realidade em Cristo no Pai. Ninguém dá o que não tem.
Isolar-se da comunidade cristã (a Igreja), lugar de encontro com Cristo, e não produzir frutos é como o ramo separado do tronco, buscando vida noutra fonte.
Pelo e-mail, wlimar@yahoo.com.br
Participe, dando sua sugestão e críticas.

terça-feira, 16 de abril de 2013


4º Domingo de Páscoa, 21.04.2013
JESUS É O BOM PASTOR, NÓS SOMOS SEU POVO E SEU REBANHO.
Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Deus deseja de nós ovelhas, seguindo o Pastor para sermos pastores. 
No 50º dia Mundial de Oração pelas Vocações e Domingo do Bom Pastoro, a Igreja nos convida a refletir sobre o tema: As vocações, dom do amor de Deus.  No Dia do Senhor, rezar pelas vocações sacerdotais e religiosas é um pedido de Jesus: “a messe é grande e os operários são poucos”.
http://jesusluzdomundo.files.wordpress.com/2010/09/o-bom-pastor-02.jpgE instituiu Sua Igreja como provedora de um só rebanho e um só pastor. Jesus é o Bom Pastor que dá a vida por Seu rebanho. Paulo, animado pelo Espírito, critica os judeus pela rejeição ao anúncio da Palavra, por isso segue a voz do Senhor na missão aos pagãos. É expulso com toda a Igreja pelos judeus. Os apóstolos “sacudiram contra eles a poeira de seus pés”. Crer com a Igreja significa amá-la e viver com ela e por ela. O Batismo é a marca indelével dos que aceitam a Igreja de Cristo: ela é nossa avalista. O Bom Pastor segue uma única lei: O amor.
Que a alegria da ressurreição esteja presente em nossos corações!
Reunimo-nos para celebrar a Páscoa, neste domingo em que Jesus se revela o Bom Pastor que dá vida por seu rebanho, convidando-nos a ouvir sua voz e seguir sua proposta. Rezar pelas vocações é lembrar o Bom Pastor na vida de quem Ele chama para continuar Sua missão redentora. Felizes porque a vida venceu a morte com a ressurreição de Jesus.  Para seguir o exemplo de Paulo e Barnabé, devemos ser coerentes como profetas do anuncia e da esperança, entregando nossa vida, nosso tempo, nossas idéias pela causa do Reino e como sinal de vida e esperança para todos.
1º Leitura: Atos 13,14.43-52    EIS QUE NOS VOLTAMOS PARA OS PAGÃOS.
Com a recusa dos judeus à Boa Nova, o texto apresenta Paulo e Barnabé evangelizando os pagãos e, cheios do Espírito Santo, levam a salvação a todos os povos que acolhem a Palavra. A mensagem de Cristo, rejeitada pelos judeus, é levada aos pagãos,  os gentios, os não integrantes do povo judeu, descobriram a vida verdadeira. As oposições não impedem que o Reino se estenda por todo o universo: de um lado estão os auto-suficientes, os que rejeitam a Palavra, de outro, estão as ovelhas mansas e humildes de coração, felizes e atentas à voz do Pastor, dispostas a segui-Lo até as pastagens abundantes. É o caminho da Igreja seguindo os passos de Jesus. Jesus, o Cordeiro pascal, vencedor da morte, é o pastor que nos conduz às fontes de água viva. A Boa Nova de Jesus é dirigida a todos os homens, de todas as raças, nações e línguas.
Salmo Responsorial: O salmista convida toda terra a louvar o Senhor, porque Ele guia o rebanho com amor eterno. Sabei que o Senhor, só ele é Deus, nós somos seu povo e seu rebanho.
2º Leitura: Apocalipse 7,9,14b-17
O Cordeiro vai apascentá-los e os conduzirá às fontes da água da vida.
O texto apresenta uma grande multidão de todas as nações em torno do Cordeiro, figura do Bom Pastor, e nada a separa porque o Senhor a cobriu de uma persistência invencível: de vida total e felicidade sem fim. A multidão Representa os mártires que alvejaram suas ventes, pelo sacrifício, no sangue do Cordeiro, merecendo de Deus a libertação definitiva e vida em plenitude. Usam roupas brancas em sinal da vitória junto ao Cristo ressuscitado. É a comunhão dos santos, na casa do Pai, onde não haverá morte nem sofrimentos e o Ressuscitado, no Seu trono, é o Pastor deste novo Povo na plenitude dos bens definitivos. É o nascimento da comunidade escatológica em comunhão permanente com Deus. João mostra que a vida cristã neste mundo é de alegria e esperança, mas também de dor e sofrimento quando o pessimismo pode nos impedir de saborear o dom da vida. Seguir com fidelidade e ver em Cristo o Pastor é seguir o caminho da comunhão dos santos.  A condição de filhos implica comunhão com Deus e com os irmãos.
Evangelho: João 20,27-30 Eu dou a vida eterna para minhas ovelhas.
O texto apresenta Cristo, o Bom Pastor, e Sua missão é trazer vida plena ao seu rebanho. As ovelhas fiéis escutam o Pastor e O seguem na plenitude. Como Ele que seguiu a voz do Pai, é preciso segui-LO para ter a verdadeira filiação: Sua vida e ações manifestam a presença do Pai. A identidade e missão de Jesus revelam a unidade com o Pai: Eu e o Pai somos um.  A união entre Pai e Filho inclui aqueles que nEle crêem: que todos sejam um. Ninguém rouba as ovelhas da mão do Pai, pois elas foram confiadas ao Filho, o Messias, que veio para que todos tenham vida em abundância
Como fiéis a Cristo, somos chamados a seguir a voz do Pastor, apascentando, com amor, as ovelhas a nós confiadas. Paulo e Barnabé mostram que nada impede a difusão do Evangelho.
O Evangelho de João (cap. 10) é dedicado à catequese do Bom Pastor: uma imagem sobre a missão de Jesus. A obra do Messias é levar o homem à casa do Pai e às fontes cristalinas de onde brota a vida em plenitude. O texto plenifica a relação entre o Pastor (Jesus) e as ovelhas (os discípulos), como uma recriação do Homem Novo, o homem que, seguindo Jesus, torna-se filho de Deus, apto para uma vida de amor e que nunca se perderá. Em nossa cultura conhecemos a imagem do líder ou presidente personalista, do chefe exigente que se impõe pelo poder e não pelo carisma do coração. João nos apresenta o bom Pastor como uma figura que evoca doação e amor gratuito capaz de dar a vida para defender os que lhe foram confiados. Nós, cristãos, temos um único pastor: Jesus Cristo, que no dirige através de Sua Igreja.
O caminho proposto por Jesus é o caminho que nos leva A vida plena ao encontro com o Pai.  Sua proposta tem o selo de garantia de Deus.

O que condiciona minhas opções: A conta bancária? A opinião dos outros? O êxito profissional? A posição ou função na Igreja? Ou Jesus, o Cristo Pastor?