segunda-feira, 23 de setembro de 2013


26º Domingo do Tempo Comum-29/09/2013

O CAMINHO PARA DEUS PASSA PELA ESCUTA DA PALAVRA E PELO SERVIÇO AOS IRMÃOS.
BÍBLIA – O DIVINO NO HUMANO.
A GANÂNCIA NOS DEIXA DE CORAÇÃO VAZIO
Dia Nacional da Bíblia O Livro Sagrado, sinal da revelação Divina, é o grande tesouro e caminho dos cristãos e da Igreja de Cristo. Sua palavra é luz para nossos passos e conforto que nos conduz à Vida. A Palavra de Deus é alimento para o coração, guia do povo para um mundo irmão. Memória e história dos povos que buscam fazer mundo novo.Dia Nacional da Bíblia, homenageia São Jerônimo, eremita e monge (347-420): mestre e amante da Sagrada Escritura. Como secretário do Papa Dâmaso I, traduziu a Bíblia do hebraico e aramaico para o latim, um livro oficial, com texto popular e acessível, a “VULGATA”, referência para toda a Igreja. Sagrada
Escritura: Fonte de fé e ins­piração divina para a vida cristã, onde encontramos a bondade de Deus que nos ensina a amar e a perdoar como prática da correção fraterna. A Bíblia: Livro inspirado por Deus  com 73 livros (46 do antigo e 27 do novo testamento). De fácil acesso aos fiéis, a Palavra de Deus tornou-se  o caminho, a verdade e a vida, criando o espírito de Deus que nos torna MISSIONÁRIOS.
A liturgia deste domingo mostra que os amigos de Deus são compassivos e solidários com os sofredores e os convida a amar os pobres, seguindo os ensinamentos dos profetas. Os textos propõem uma reflexão sobre nossa relação com os bens deste mundo e a vê-los não como algo exclusiva, mas como dons de Deus em nossas mãos a serem administrados e partilhados com gratuidade e amor para todo.
1ª Leitura: Amós 6,1a.4-7 Agora o bando dos gozadores será desfeito.
O Profeta se dirige à classe dominante. Amós mostra que, na prosperidade do país, havia paz, bem-estar e segurança, porém os ricos se apossaram dos bens e viviam no luxo e orgia enquanto os pobres eram desprezados e espoliados. O profeta anuncia que Deus rejeita e castiga esta situação, por causa do egoísmo e injustiça contrários ao
Seu projeto para o bem dos homens e do mundo. Alerta os poderosos que se sentem seguros em suas riquezas, como se fossem os privilegiados, mas a mão de Deus pesa contra eles por causa do sofrimento e a miséria dos humildes: “A ganância e a prepotência estão a minha frente”, pois, O necessário para a sobrevivência do pobre eles gastam em orgias. O quadro pintado não foge à realidade de nossos dias, infelizmente.
Deus rejeita ganância dos poderosos à custa do sangue e lágrimas dos pobres: o castigo virá.
Salmo Responsorial: O salmista proclama a fidelidade do Senhor, defensor dos oprimidos e alimento dos famintos. Bendize, minha alma, e louva o Senhor!
2ª Leitura:  1Tim 6,11-16 Guarda o teu mandato até à manifestação gloriosa do Senhor.
O texto traça o perfil do homem de Deus: AQUELE QUE AMA O IRMÃO, É PACIENTE, GENEROSO E JUSTO, E TRANSMITE FIELMENTE A PROPOSTA DE JESUS. Alguém que não vive só para si: PARTILHA. Ser vigilante no caminho da fé e do amor é manifestar a glória do Senhor pela força do Espírito Santo. No contexto, Paulo se preocupa com os falsos mestres que desviam os cristãos da verdadeira doutrina. Por isso SEU ENTUSIASMO com os que vestem com orgulho a “camisa” do Senhor: “Não te envergonhes de testemunhar Jesus Cristo, mas sofre comigo (Paulo) o evangelho pelo poder de Deus”, concluindo: O traço que define o verdadeiro cristão é seu entusiasmo, sua fé e amor aos irmãos, em Cristo.
Deus Santo, Deus forte, Deus imortal, a Ele a Glória e poder universal, Solene doxologia paulina.
Evangelho: Lucas 16,19-31 O Rico abusou dos bens e Lázaro a miséria: agora ele encontra consolo e o rico o tormento.
 O texto narra a história de um pobre de nome Lázaro (em hebraico: Deus o ajudou) homem faminto e doente, abandonado como um cão sem dono, a quem lhe negavam até os restos da mesa dos ricos à margem da Boa Nova proclamada por Cristo. O rico, que vive luxuosamente fazendo banquetes orgias aos amigos, é insensível ao sofrimento do pobre faminto que clama por justiça. Jesus apresenta o rico e o Lázaro como uma catequese sobre a posse e a destinação dos bens. Para Lucas, a riqueza é sempre uma apropriação em benefício próprio, de dons de Deus que se destinam a todos, por isso: Com a morte dos dois, rico é condenado e Lázaro recompensado.
A história não faz referência às qualidades de Lázaro ou aos defeitos do Rico, se praticantes ou não da vida religiosa, tão somente alude à RIQUEZA e à POBREZA. Numa visão subjetiva, mas pontual, o enredo nos intriga e questiona. Na parábola do jovem rico, Jesus e taxativo: “... é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19,24). Nosso olhar deve se voltar à destinação dos bens, dons de Deus à disposição de seus filhos, não ao egoísmo de uma minoria privilegiada que se locupleta da generosidade e bondade de Deus em prejuízo dos legítimos destinatários. Os ricos eram meros administradores que, muitas vezes, faziam-se surdos às interpelações da Palavra de Deus (Moisés e os Profetas).
O objetivo do relato é mostrar que o projeto de Deus é o da fraternidade, amor e partilha e sem egoísmo. A recusa é a condenação. O rico, que ficou cego ao apelo divino, após a morte, veio implorar a Abraão o socorro de Lázaro: “Pai Abraão tem piedade mim e envia Lázaro para refrescar minha língua!” Resposta de Abraão: cada um está recebendo definitivamente sua recompensa. E meus irmãos Pai Abraão? “Els têm Moises e os profetas, que os escutem. Dificilmente vão acreditar em alguém que já morreu”!
Dados: ¼ da humanidade detêm 80% dos recursos disponíveis do planeta. O restante deve se contentar com o resto, sendo que o desperdício mataria a fone dos famintos.

 “É melhor ser jogado no fundo do mar que
roubar ou desviar o alimento que sacia os famintos
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013


25º Domingo do Tempo Comum-22/09/20123

 “JESUS NOS ORIENTA A INVESTIR NOS VALORES DO REINO DE DEUS”
E ADORAR E SERVIR SOMENTE A DEUS.
Não Podeis Servir A Deus e as riquezas. Os Bens materiais servem a Deus se usados para promover a vida e criar convivência fraterna.
O Criador deseja que sejamos criativos nos bens que nos confiou, fazendo bom uso das riquezas em prol dos pobres e necessitados e, assim, colher os frutos que nos tornam partícipes do Seu Reino. O cristão é chamado a investir com sabedoria os bens materiais para adquirir o tesouro no Céu. Cristo alerta para o perigo das riquezas: a falta de esperança nono Bem, que é Deus, é o apelo para os bens materiais que gera fama.
O Cristão, no uso dos bens, abraça a sabedoria de Deus, o caminho para a vida plena, e rejeita o caminho do mundo, o caminho do orgulho, da vaidade e dovpoder.
O MÊS DA&BÍBLIA: LEITURA ORANTE
& Ler a Bíblia é abrir uma janela que mostra o passado das pessoas e o que nos pode acontecer no presente. A Leitura Orante da Bíblia é como a chuva mansa que vai fecundando o terreno: o coração. O diálogo com Deus, meditando sua Palavra, cresce como árvore plantada à beira de um rio. O leitor não vê o crescimento, mas percebe o resultado no encontro renovado consigo, com Deus e com os outros. “É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa, Tua Palavra é assim; não passa por mim sem deixar um sinal”.
Praticar a Leitura Orante não é interpretar a Bíblia, mas interpretar a vida: Quem somos e para onde vamos. Não é só conhecer seu conteúdo, mas, na Palavra escrita, descobrir, assumir e celebrar a Palavra viva de Deus que nos fala e mexe na nossa vida, na vida do povo, na realidade do mundo. Crescer na fé e, como o profeta Elias, experimentar, cada vez mais, que “vivo é o Senhor, em cuja presença eu estou!”
A Bíblia: a manifestação da Palavra de Deus, em linguagem humana, como o mistério do verbo ao assumir a natureza humana com toda sua fragilidade. A Palavra da Escritura, voz Divina, se faz semelhante aos homens.
1ª Leitura: Amós 8,4-7 Contra aqueles que dominam os pobres com dinheiro.
Amós (o profeta da justiça social) denuncia a exploração dos pobres pela injustiça praticada conta eles que são a pupilas dos olhos de Deus. Na época, a prosperidade e o bem-estar dos ricos contrastavam com a miséria e o sofrimentos das classes exploradas. Deus defende os pobres contra os comerciantes sem escrúpulos e gananciosos pelo uso de pesos e medidas falsas: crime contra o irmão é crime contra Deus. Esta tentação de exploração dos pobres pelos ricos e poderosos, está muito presente na história no Brasil: Quem tem, quer possuir mais. Não devemos ser escravos da riqueza, mas fazer bom uso dela pelo bem das pessoas, família e comunidades.
Amós avisa: Deus não protege quem, por causa da obsessão do lucro, escraviza os irmãos. A exploração e a injustiça não passam em claro aos olhos de Deus.
Salmo Responsorial: O salmista pede ao pobre louvor ao Senhor e tenha fé: Louvai o Senhor que eleva os pobres!
2ª Leitura: 1Timóteo,2,1-8
Façam orações a Deus por todos os homens:  Deus deseja a salvação de todos.
No texto, Paulo instrui Timóteo sobre a oração litúrgica: recomenda oração universal pelos governantes para que sejam honestos em seus mandatos, sem exploração e em favor dos necessitados, promovendo o bem comum, e agradecer a Deus o bem que se realiza através das riquezas: Isto é bom e agradável a Deus.
Ele deseja a salvação de todos, por isso Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e os homens, como homem, entregou-se em resgate por todos. A oração universal apóia-se na unicidade de Deus criador de todos e pela mediação universal de Cristo no projeto de salvação. Pede, finalmente, que todos os homens rezem de mãos erguidas, santas e sem ira. Para Mateus: se fores apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai, primeiro, reconciliar-te com o teu irmão, depois volta, para apresentar a tua oferta”.
Para falar com Deus, a oração deve ter a expressão de comunhão e de solidariedade cristã com os irmãos do mundo inteiro, vendo a vida com os olhos de Deus.
Evangelho: Lucas 16,1-13 Vós não podeis servir a Deus e as riquezas.
Os pobres e humildes são a pupila dos olhos do Senhor. O texto apresenta a parábola do administrador astuto, esperto. Jesus mostra aos discípulos o exemplo do homem que usou os bens deste mundo para lhe garantir vida fácil e duradoura, mas, ao perceber que eram efêmeros e precários, criou artifício para sua sobrevivência. A caminho de Jerusalém Jesus se dirige aos discípulos, esquecendo os fariseus e doutores da lei, para apresentar um fato da vida real para mostrar os artifícios que os homens utilizam diante dos bens deste mundo: A sábia utilização dos bens e valores em benefício próprio, onde a experiência pontual do patrão vence a ganância do mau administrador.
O espertalhão, chamado a prestar contas e ser despedido, preocupa-se em assegurar seu futuro, dividindo com os devedores do patrão, a redução de suas dívidas, supondo que os beneficiados o retribuíssem com a generosidade a diminuição de seus débitos. Jesus enaltece a esperteza desse tipo de mau administrador, mas deixa seu recado: “Os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz”, acrescenta:
“Qum é fiel no pouco é também fiel nas grandes coisas e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes”, concluindo: “Ninguém pode servir a dois senhores, ou odiará um ou amará o outro”, “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Os discípulos são convidados a fazer opção entre o mundo do egoísmo, do interesse mesquinho, de exploração, da injustiça e o mundo do amor, da doação, da partilha, da fraternidade: Dinheiro X Deus e o Reino.
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQUKcYWYCY_tvA-R7QLIxizMpL-GxpkLTnZqzHIqwGWvuTd3_5QrwDo texto se conclui que o mundo decidiu que o dinheiro é o deus fundamental: o resto é sem importância, desde que a conta bancária seja fortalecida. Por dividendos se sacrifica a dignidade, iniciando pela família e amigos e até se venda a própria consciência, vendendo droga ou matando o próprio irmão. Jesus alerta os discípulos que ser obsessivo pelo “deus dinheiro” é seguir o caminho da perdição, da vaidade, do poder e do orgulho que nos afasta de Deus e dos irmãos. É preciso saber no que devemos apostar e que é mais importante: os valores do Reino ou o dinheiro? O que nos torna livres, mais humanos e mais felizes: a escravidão dos bens ou o amor e a partilha com o irmão? Não significa que o dinheiro seja algo desprezível, imoral, para dele fugir a todo o custo. Ele é imprescindível em nossa vida, desde que utilizado racional e moralmente, sem ganância e para o bem viver sem esclusão.
NA COMUNIDADE CRISTÃ, A ÚNICA GRANDEZA É A HUMILDADE E A SIMPLICIDADE, É FAZER DA VIDA UM SERVIÇO DE AMOR. NELA NÃO PODE EXISTIR PRIVILEGIADO, MAS IRMÃOS.
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terça-feira, 10 de setembro de 2013


24º Domingo do Tempo Comum-15/09/2013
“ESTE MEU FILHO ESTAVA MORTO E TORNOU A VIVER!”
É DO AMOR MISERICORDIOSO QUE BROTA O PERDÃO DE DEUS
Vivendo o mês da Bíblia: Ela nos ensina que o amor de Deus supera a fraqueza humana que, na renuncia das benesses do mundo, abre seu coração para uma conversão sincera, seguindo os desígnios e caminhos  de Deus, confiante em Sua misericórdia.
Celebramos a vitória da misericórdia e do amor de Deus que, em Jesus Cristo, recupera nossa dignidade de filhos e a alegria do convívio familiar e irmãos na fé. Que a graça do Senhor nos conceda a força da reconciliação e amor para servi-LO de todo coração. &Que os ensinamentos de Jesus que comunica Sua Palavra abram nosso coração, fazendo da Sagrada Escritura luz para nossas boas obras de fé no exercício da caridade, seguindo os passos de Jesus.
As parábolas apresentam a infidelidade dos homens: a ovelha desgarrada e perdida, o filho que deixa seu pai, sua família para viver os prazeres do mundo.
Jesus, nessas situações humanas, revela O Pai como o pastor que salva a ovelha perdida, como a mulher feliz que recupera sua moeda, como o pai que acolhe e festeja o regresso do filho, ou, ainda, como o Senhor que ouve Moisés e não castiga nem abandone seu Povo até à Terra Prometida. Assim é o Reino de Deus apresentado com realidades diferenciadas.
1ª Leitura: Êxodo 32,7-11.13-14 O Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer.
O texto mostra o compromisso de amor e de comunhão estabelecido entre Deus e Israel: as alianças.  Mostra, também, a misericórdia de Deus apesar da infidelidade do Povo: “Vejo que este é um povo de cabeça dura!”.  Após a aliança no Sinai, esta atitude de Deus vai se repetir ao longo da história da salvação, fazendo com que Seu amor supere a vontade de punir o pecador para conduzi-lo ao caminho reto da Nova Aliança. Moisés sobe ao monte para receber as tábuas da Lei, enquanto o Povo quebra os termos da aliança, desvia-se do caminho de Deus e constrói um bezerro de ouro, atraindo a cólera de Deus. Com a intercessão de Moisés, Deus surpreende e fala em tudo recomeçar com Moisés, como fez com Abraão. A essência da relação entre Deus e o Povo escolhido é o amor gratuito apesar de seus pecados. À luz desta realidade devemos ver Deus e Sua relação com todos nós.
O amor, a misericórdia infinita de Deus falam mais alto que Sua vontade de castigar os desvios e infidelidades do Povo.
Salmo Responsorial: O salmista, confiando no amor de Deus, pede-lhe perdão e misericórdia. Vou agora levantar-me e volto à casa do meu Pai
2ª Leitura: 1Tmóteo 1,12-17 Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.
Para Paulo tudo colabora para o bem dos que amam a Deus e que sua conversão foi obra desse Amor: Cristo é o grande amor de Deus que transforma os pecadores em homens Novos. No contexto Paulo instrui Timóteo, responsável pela Igreja de Éfeso, como organização eclesial, de como trabalhar: (1) organização da comunidade, (2) combate aos hereges e (3) a vida cristã dos fiéis. No texto, Paulo lembra grato a Deus, sua vocação ministerial, não por seus méritos, mas pela misericórdia divina que transformou sua vida de perseguidor para discípulo da Igreja de Cristo, cumulando-o de graças, por isso reconhece, em Cristo, o salvador do mundo, incluindo-se entre os pecadores.  A partir de seu exemplo, convida os homens a tomar consciência da bondade de Deus e a responder-lhe com amor e o dom da vida.
Paulo, como protótipo, experimentou e testemunhou o amor que Deus oferece aos homens, independente de seus pecados.
Evangelho: Lucas 15,1-32 Haverá no céu mais alegria por um pecador convertido.
O texto se refere a um Deus que ama todos os homens, especialmente os pecadores, os excluídos, os marginalizados. A fé depende de uma decisão pessoal: resposta a um convite/chamado. Somos livres, lembrando que amor se paga com amor. O filho mais velho, da parábola, parece um tanto distante desse contexto, como alguém que servia o pai como fiel empregado ou como alguém que crê em Deus apenas como criador e não como Pai amoroso. O filho pródigo apresenta Deus como um pai à espera do filho rebelde que abandonou seu lar, sua família e, quando o avista, recebe-o de braços abertos e o acolhe em sua casa com uma grande festa para celebrar o reencontro.
A catequese do capítulo 15 de Lucas se refere a Parábolas da Misericórdia, do amor de Deus pelos pecadores. Jesus é o Deus que veio ao encontro dos homens, oferecendo gestos concretos de salvação. O encontro da ovelha perdida que o pastor leva em seus ombros, prova a alegria de Deus pelo retorno de  um pecador convertido, a alegria da mulher pela moeda encontrada, ilustra a preocupação e a alegria de Deus pelo reencontro de quem se afastou da comunhão com Ele, e o retorno à casa paterna do filho pródigo, apresenta um Pai (Deus) que vibra e o coração triunfa com amor pelo filho, aconteça o que acontecer: ele ama o filho rebelde. Os três episódios representam este gesto de amor/perdão, contrapondo os inimigos de Jesus que não admitiam contato com pecadores, muito menos sentar-se com eles na mesma mesa em sinal de comunhão.
O filho pródigo apresenta a lógica de Deus: Ele respeita a decisão dos filhos, apesar da busca pela felicidade por vias erradas. Ele continua a amar o rebelde, esperando ansiosamente seu retorno, pronto e preparado para acolhê-lo com alegria e amor. A base pontual das parábolas é a atitude de Jesus para com os pecadores, mostrando que Deus não os rejeita nem os marginaliza: ama-os com amor de Pai e, com alegria, vai a seu encontro e estabelece laços familiares, abraçando-os com ternura e emoção. O seu amor não é condicional: Ele ama, apesar do pecado e do afastamento do filho. Esse amor se manifesta e se revela na festa do reencontro, apesar da inveja e ciúme do filho mais velho que Ele o consola com reconhecimento pela sua dedicação.
O amor de Deus pelos pecadores deve nos estimular a entender aqueles que vivem vida duvidosa ou nos ofendem: como é nossa tolerância e como os acolhemos?
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