quarta-feira, 2 de outubro de 2013


27º Domingo do Tempo Comum-06/10/2013
 
A FÉ É DOM E GRAÇA DE DEUS
 
 
                        OUTUBRO, mês do Rosário,
              Mês Missionário
 Brasil missionário, partilha de fé!
        Tema: Juventude em Missão.
Lema: “A quem eu te enviar, irás”
No mês das Missões a Igreja nos convida a refletir sobre a vocação. Pelo Batismo nos tornamos discípulos missionários do Senhor, voltados à vocação que Ele nos confia. A confiança no poder e na Palavra de Deus é a força que transforma e realiza nossa a vida pessoal e social, no amor de Cristo. É Deus quem fortalece nossa fé e nossa coragem, abre nosso coração ao serviço da vida, dos irmãos necessitados, levando a todos a esperança e a mensagem salvadora. A Palavra Deus nos propõe vários temas nesse domingo (fé, salvação, missão), sobressaindo a reflexão sobre a atitude do homem diante do Reino de Deus. A liturgia nos convida a reconhecer, com humildade e fé, nossa finitude e limitações no compromisso com o Reino e, sem exigências, acolher com gratidão os dons de Deus, entregando-nos confiantes em Suas mãos. Fé, como atitude pessoal, nos relaciona com Cristo.  (Os discípulos pedem que Jesus lhes aumente a fé): Cremos para caminhar como cristãos/discípulos.
No final do ano da fé, vamos pedir a Cristo, seguindo o Evangelho de hoje: Aumenta nossa fé!
1º Leitura: Habacuc 1,2-3;2,2-4 O justo viverá por sua fé.
O profeta, como uma sentinela vigilante, interpela o Senhor para intervir no mundo, vendo a realidade negativa do povo diante da opressão, violência, além da injustiça: “Até quando clamarei sem que me escutes, Senhor?”, ele questiona a atitude complacente do Senhor, mas confiante, suplica-Lhe que o preserve pela promessa libertadora do Deus da aliança, na história do povo.
Deus, na sua infinita misericórdia, proclama que o justo viverá por sua fidelidade e fé viva no projeto de Deus, através de ações solidárias, de paz e de fraternidade. A resposta de Deus é uma mensagem de esperança no seu povo: O justo triunfara! Se Deus existe, porque tantos sofrimentos e injustiças no mundo? Questões que obstaculizam a crença em Deus, afastando muitos da fé, quando a verdade está na liberdade que Deus nos deu diante de sua bondade e sabedoria. Os caminhos de Deus são diferentes dos nossos: FALTA AOS HOMENS CONFIANÇA E FÉ EM SUA INFINITA SABEDORIA. 
Salmo Responsorial: O apelo do salmista: abri o coração, escutai a voz de Deus, o Pastor e guia do povo. Não fecheis o coração; ouvi a voz de Deus:
2º Leitura: 2Timóteo 1,6-8,13-14 Não te envergonhes de testemunhar Nosso Deus.
O texto convoca os discípulos a reavivar cada dia o seu compromisso com Cristo e com o Reino. Recebemos de Deus um espírito de luta, coragem e amor, por isso, exorta Paulo: Não se deixe vencer frente às dificuldades e  dúvida na fé, sendo fiéis aos ensinamentos recebidos.
Não se envergonhe de testemunhar o evangelho e ser exemplo para seu irmão, animando com amor a comunidade que lhe foi confiada.  É preciso guardar o precioso bem que nos foi confiado com a força do Espírito Santo que habita em nós. Aceitar o Batismo é optar por Cristo e seu Evangelho, confiando no amor misericordioso de Deus para enfrentar os desafios e ser um autêntico discípulo.
Os sacramentos são formas privilegiadas de comunhão com Cristo,
de oração, de escuta e de partilha da Palavra de Deus.
Evangelho: Lucas 17,5-10 Se vós tivésseis fé mesmo pequena como minúsculo grão.
Os apóstolos pedem ao Senhor mais fé para anunciar a Boa Nova, curar os enfermos e vencer o mal... A fé verdadeira é como uma pequena semente de mostarda que se transforma em grande arbusto, capaz de realizar maravilhas. FÉ É ADERIR À PESSOA DE CRISTO.
A imagem do trabalhador da terra ou de quem cuida os animais a serviço do patrão, nos remete à missão apostólica a serviço do reino: o discípulo chamado à evangelização.  Numa comunidade de amor e fé todos estão a serviço uns dos outros, seguindo o exemplo de Jesus: Eu estou no meio de vós como aquele que serve”. Aderir a Cristo é colocar-se a serviço, na gratuidade, lembrando que a Eucaristia é o alimento que gera força e fé na missão.
O Evangelho é um convite de Jesus a aderir, com fé e coragem radical, Seu projeto de vida nos conscientiza de que somos, apenas, instrumentos nas mãos de Deus no Seu projeto de salvação. O apóstolo fiel age como “Servo: aquele faz o que deve fazer com fé”. Os apóstolos têm consciência de que essa Fé é um caminho difícil que exige compromisso e luta contra a própria fragilidade:
A coragem de abandonar a vida fácil, o egoísmo para seguir um caminho de exigência. Pedir fé, portanto, pedir coragem para abraçar e seguir a missão: é entregar-se às mãos de Deus: VEM E SEGUE-SE. Jesus coloca aos discípulos atitudes de dimensões diferentes: Os que abraçam as obras do Reino, diante da perfeição de Deus, esperando recompensa, e os que cumprem seu papel com humildade, sentindo-se, apenas, servo disponível, corajoso.
O reino é uma obra inacabada para cada um de nós: como de agir (homem/mulher), diante das dificuldades, egoísmo, violência, e se posicionar frente à proposta de Cristo, lembrando que a fé é um Dom de Deus, uma semente que devo cultivar com amor?  A marca indelével do Batismo em nós é a Missão que dá acabamento ao Reino preparado por Cristo. Somos ciosos dos nossos direitos e créditos, pelas nossas boas obras: este Deus contabilista não existe. O Evangelho de hoje nos pede não exigir nada de Deus, porque fomos escolhidos para cumprir, com humildade, a missão que Ele nos confiou. Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer”.
   VIVER A FÉ É SER FELIZ,  É LUZ NOS OLHOS,
É JANELA QUE SE ABRE PARA A VIDA.
É VIDA QUE PULSA.
É SER PRESENTE PARA SI E PARA O OUTRO 
 
 
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013


26º Domingo do Tempo Comum-29/09/2013

O CAMINHO PARA DEUS PASSA PELA ESCUTA DA PALAVRA E PELO SERVIÇO AOS IRMÃOS.
BÍBLIA – O DIVINO NO HUMANO.
A GANÂNCIA NOS DEIXA DE CORAÇÃO VAZIO
Dia Nacional da Bíblia O Livro Sagrado, sinal da revelação Divina, é o grande tesouro e caminho dos cristãos e da Igreja de Cristo. Sua palavra é luz para nossos passos e conforto que nos conduz à Vida. A Palavra de Deus é alimento para o coração, guia do povo para um mundo irmão. Memória e história dos povos que buscam fazer mundo novo.Dia Nacional da Bíblia, homenageia São Jerônimo, eremita e monge (347-420): mestre e amante da Sagrada Escritura. Como secretário do Papa Dâmaso I, traduziu a Bíblia do hebraico e aramaico para o latim, um livro oficial, com texto popular e acessível, a “VULGATA”, referência para toda a Igreja. Sagrada
Escritura: Fonte de fé e ins­piração divina para a vida cristã, onde encontramos a bondade de Deus que nos ensina a amar e a perdoar como prática da correção fraterna. A Bíblia: Livro inspirado por Deus  com 73 livros (46 do antigo e 27 do novo testamento). De fácil acesso aos fiéis, a Palavra de Deus tornou-se  o caminho, a verdade e a vida, criando o espírito de Deus que nos torna MISSIONÁRIOS.
A liturgia deste domingo mostra que os amigos de Deus são compassivos e solidários com os sofredores e os convida a amar os pobres, seguindo os ensinamentos dos profetas. Os textos propõem uma reflexão sobre nossa relação com os bens deste mundo e a vê-los não como algo exclusiva, mas como dons de Deus em nossas mãos a serem administrados e partilhados com gratuidade e amor para todo.
1ª Leitura: Amós 6,1a.4-7 Agora o bando dos gozadores será desfeito.
O Profeta se dirige à classe dominante. Amós mostra que, na prosperidade do país, havia paz, bem-estar e segurança, porém os ricos se apossaram dos bens e viviam no luxo e orgia enquanto os pobres eram desprezados e espoliados. O profeta anuncia que Deus rejeita e castiga esta situação, por causa do egoísmo e injustiça contrários ao
Seu projeto para o bem dos homens e do mundo. Alerta os poderosos que se sentem seguros em suas riquezas, como se fossem os privilegiados, mas a mão de Deus pesa contra eles por causa do sofrimento e a miséria dos humildes: “A ganância e a prepotência estão a minha frente”, pois, O necessário para a sobrevivência do pobre eles gastam em orgias. O quadro pintado não foge à realidade de nossos dias, infelizmente.
Deus rejeita ganância dos poderosos à custa do sangue e lágrimas dos pobres: o castigo virá.
Salmo Responsorial: O salmista proclama a fidelidade do Senhor, defensor dos oprimidos e alimento dos famintos. Bendize, minha alma, e louva o Senhor!
2ª Leitura:  1Tim 6,11-16 Guarda o teu mandato até à manifestação gloriosa do Senhor.
O texto traça o perfil do homem de Deus: AQUELE QUE AMA O IRMÃO, É PACIENTE, GENEROSO E JUSTO, E TRANSMITE FIELMENTE A PROPOSTA DE JESUS. Alguém que não vive só para si: PARTILHA. Ser vigilante no caminho da fé e do amor é manifestar a glória do Senhor pela força do Espírito Santo. No contexto, Paulo se preocupa com os falsos mestres que desviam os cristãos da verdadeira doutrina. Por isso SEU ENTUSIASMO com os que vestem com orgulho a “camisa” do Senhor: “Não te envergonhes de testemunhar Jesus Cristo, mas sofre comigo (Paulo) o evangelho pelo poder de Deus”, concluindo: O traço que define o verdadeiro cristão é seu entusiasmo, sua fé e amor aos irmãos, em Cristo.
Deus Santo, Deus forte, Deus imortal, a Ele a Glória e poder universal, Solene doxologia paulina.
Evangelho: Lucas 16,19-31 O Rico abusou dos bens e Lázaro a miséria: agora ele encontra consolo e o rico o tormento.
 O texto narra a história de um pobre de nome Lázaro (em hebraico: Deus o ajudou) homem faminto e doente, abandonado como um cão sem dono, a quem lhe negavam até os restos da mesa dos ricos à margem da Boa Nova proclamada por Cristo. O rico, que vive luxuosamente fazendo banquetes orgias aos amigos, é insensível ao sofrimento do pobre faminto que clama por justiça. Jesus apresenta o rico e o Lázaro como uma catequese sobre a posse e a destinação dos bens. Para Lucas, a riqueza é sempre uma apropriação em benefício próprio, de dons de Deus que se destinam a todos, por isso: Com a morte dos dois, rico é condenado e Lázaro recompensado.
A história não faz referência às qualidades de Lázaro ou aos defeitos do Rico, se praticantes ou não da vida religiosa, tão somente alude à RIQUEZA e à POBREZA. Numa visão subjetiva, mas pontual, o enredo nos intriga e questiona. Na parábola do jovem rico, Jesus e taxativo: “... é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19,24). Nosso olhar deve se voltar à destinação dos bens, dons de Deus à disposição de seus filhos, não ao egoísmo de uma minoria privilegiada que se locupleta da generosidade e bondade de Deus em prejuízo dos legítimos destinatários. Os ricos eram meros administradores que, muitas vezes, faziam-se surdos às interpelações da Palavra de Deus (Moisés e os Profetas).
O objetivo do relato é mostrar que o projeto de Deus é o da fraternidade, amor e partilha e sem egoísmo. A recusa é a condenação. O rico, que ficou cego ao apelo divino, após a morte, veio implorar a Abraão o socorro de Lázaro: “Pai Abraão tem piedade mim e envia Lázaro para refrescar minha língua!” Resposta de Abraão: cada um está recebendo definitivamente sua recompensa. E meus irmãos Pai Abraão? “Els têm Moises e os profetas, que os escutem. Dificilmente vão acreditar em alguém que já morreu”!
Dados: ¼ da humanidade detêm 80% dos recursos disponíveis do planeta. O restante deve se contentar com o resto, sendo que o desperdício mataria a fone dos famintos.

 “É melhor ser jogado no fundo do mar que
roubar ou desviar o alimento que sacia os famintos
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013


25º Domingo do Tempo Comum-22/09/20123

 “JESUS NOS ORIENTA A INVESTIR NOS VALORES DO REINO DE DEUS”
E ADORAR E SERVIR SOMENTE A DEUS.
Não Podeis Servir A Deus e as riquezas. Os Bens materiais servem a Deus se usados para promover a vida e criar convivência fraterna.
O Criador deseja que sejamos criativos nos bens que nos confiou, fazendo bom uso das riquezas em prol dos pobres e necessitados e, assim, colher os frutos que nos tornam partícipes do Seu Reino. O cristão é chamado a investir com sabedoria os bens materiais para adquirir o tesouro no Céu. Cristo alerta para o perigo das riquezas: a falta de esperança nono Bem, que é Deus, é o apelo para os bens materiais que gera fama.
O Cristão, no uso dos bens, abraça a sabedoria de Deus, o caminho para a vida plena, e rejeita o caminho do mundo, o caminho do orgulho, da vaidade e dovpoder.
O MÊS DA&BÍBLIA: LEITURA ORANTE
& Ler a Bíblia é abrir uma janela que mostra o passado das pessoas e o que nos pode acontecer no presente. A Leitura Orante da Bíblia é como a chuva mansa que vai fecundando o terreno: o coração. O diálogo com Deus, meditando sua Palavra, cresce como árvore plantada à beira de um rio. O leitor não vê o crescimento, mas percebe o resultado no encontro renovado consigo, com Deus e com os outros. “É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa, Tua Palavra é assim; não passa por mim sem deixar um sinal”.
Praticar a Leitura Orante não é interpretar a Bíblia, mas interpretar a vida: Quem somos e para onde vamos. Não é só conhecer seu conteúdo, mas, na Palavra escrita, descobrir, assumir e celebrar a Palavra viva de Deus que nos fala e mexe na nossa vida, na vida do povo, na realidade do mundo. Crescer na fé e, como o profeta Elias, experimentar, cada vez mais, que “vivo é o Senhor, em cuja presença eu estou!”
A Bíblia: a manifestação da Palavra de Deus, em linguagem humana, como o mistério do verbo ao assumir a natureza humana com toda sua fragilidade. A Palavra da Escritura, voz Divina, se faz semelhante aos homens.
1ª Leitura: Amós 8,4-7 Contra aqueles que dominam os pobres com dinheiro.
Amós (o profeta da justiça social) denuncia a exploração dos pobres pela injustiça praticada conta eles que são a pupilas dos olhos de Deus. Na época, a prosperidade e o bem-estar dos ricos contrastavam com a miséria e o sofrimentos das classes exploradas. Deus defende os pobres contra os comerciantes sem escrúpulos e gananciosos pelo uso de pesos e medidas falsas: crime contra o irmão é crime contra Deus. Esta tentação de exploração dos pobres pelos ricos e poderosos, está muito presente na história no Brasil: Quem tem, quer possuir mais. Não devemos ser escravos da riqueza, mas fazer bom uso dela pelo bem das pessoas, família e comunidades.
Amós avisa: Deus não protege quem, por causa da obsessão do lucro, escraviza os irmãos. A exploração e a injustiça não passam em claro aos olhos de Deus.
Salmo Responsorial: O salmista pede ao pobre louvor ao Senhor e tenha fé: Louvai o Senhor que eleva os pobres!
2ª Leitura: 1Timóteo,2,1-8
Façam orações a Deus por todos os homens:  Deus deseja a salvação de todos.
No texto, Paulo instrui Timóteo sobre a oração litúrgica: recomenda oração universal pelos governantes para que sejam honestos em seus mandatos, sem exploração e em favor dos necessitados, promovendo o bem comum, e agradecer a Deus o bem que se realiza através das riquezas: Isto é bom e agradável a Deus.
Ele deseja a salvação de todos, por isso Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e os homens, como homem, entregou-se em resgate por todos. A oração universal apóia-se na unicidade de Deus criador de todos e pela mediação universal de Cristo no projeto de salvação. Pede, finalmente, que todos os homens rezem de mãos erguidas, santas e sem ira. Para Mateus: se fores apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai, primeiro, reconciliar-te com o teu irmão, depois volta, para apresentar a tua oferta”.
Para falar com Deus, a oração deve ter a expressão de comunhão e de solidariedade cristã com os irmãos do mundo inteiro, vendo a vida com os olhos de Deus.
Evangelho: Lucas 16,1-13 Vós não podeis servir a Deus e as riquezas.
Os pobres e humildes são a pupila dos olhos do Senhor. O texto apresenta a parábola do administrador astuto, esperto. Jesus mostra aos discípulos o exemplo do homem que usou os bens deste mundo para lhe garantir vida fácil e duradoura, mas, ao perceber que eram efêmeros e precários, criou artifício para sua sobrevivência. A caminho de Jerusalém Jesus se dirige aos discípulos, esquecendo os fariseus e doutores da lei, para apresentar um fato da vida real para mostrar os artifícios que os homens utilizam diante dos bens deste mundo: A sábia utilização dos bens e valores em benefício próprio, onde a experiência pontual do patrão vence a ganância do mau administrador.
O espertalhão, chamado a prestar contas e ser despedido, preocupa-se em assegurar seu futuro, dividindo com os devedores do patrão, a redução de suas dívidas, supondo que os beneficiados o retribuíssem com a generosidade a diminuição de seus débitos. Jesus enaltece a esperteza desse tipo de mau administrador, mas deixa seu recado: “Os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz”, acrescenta:
“Qum é fiel no pouco é também fiel nas grandes coisas e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes”, concluindo: “Ninguém pode servir a dois senhores, ou odiará um ou amará o outro”, “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Os discípulos são convidados a fazer opção entre o mundo do egoísmo, do interesse mesquinho, de exploração, da injustiça e o mundo do amor, da doação, da partilha, da fraternidade: Dinheiro X Deus e o Reino.
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQUKcYWYCY_tvA-R7QLIxizMpL-GxpkLTnZqzHIqwGWvuTd3_5QrwDo texto se conclui que o mundo decidiu que o dinheiro é o deus fundamental: o resto é sem importância, desde que a conta bancária seja fortalecida. Por dividendos se sacrifica a dignidade, iniciando pela família e amigos e até se venda a própria consciência, vendendo droga ou matando o próprio irmão. Jesus alerta os discípulos que ser obsessivo pelo “deus dinheiro” é seguir o caminho da perdição, da vaidade, do poder e do orgulho que nos afasta de Deus e dos irmãos. É preciso saber no que devemos apostar e que é mais importante: os valores do Reino ou o dinheiro? O que nos torna livres, mais humanos e mais felizes: a escravidão dos bens ou o amor e a partilha com o irmão? Não significa que o dinheiro seja algo desprezível, imoral, para dele fugir a todo o custo. Ele é imprescindível em nossa vida, desde que utilizado racional e moralmente, sem ganância e para o bem viver sem esclusão.
NA COMUNIDADE CRISTÃ, A ÚNICA GRANDEZA É A HUMILDADE E A SIMPLICIDADE, É FAZER DA VIDA UM SERVIÇO DE AMOR. NELA NÃO PODE EXISTIR PRIVILEGIADO, MAS IRMÃOS.
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