terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Natal do Senhor - 24/12/2011, Ano B

HOJE NASCEU PARA NÓS O SALVADOR,
QUE É CRISTO, O SENHOR!
“És o meu Filho, hoje te gerei”. O sonho do Pai é vida nova a humanidade em seu Filho, o primeiro dentre nós, o primogênito da grande família de Deus. O que surpreende é o local de seu nascimento: um abrigo de animais. É que vivemos o mundo de Deus e o dos homens. O desafio é conciliá-los num mundo de igualdade fraterna e entender a mensagem divina que é a vida. Um passo difícil para nós... Por isso, o caminho é unirmos vitalmente a este Jesus da manjedoura, tornando-nos filhos do mesmo Pai no amor aos irmãos. Com razão a Conferência de Aparecida nos lembra que “o rosto humano de Deus, tornou Divino o rosto humano”. Tudo nos remete à luz da fé.
No Natal do Senhor, somos chamados a contemplar o mistério da encarnação do Filho de Deus em nossa vida. Natal é Deus que vem a nosso encontro e desperta em nós uma grande alegria. Jesus não é tradição anual, não é um mito nem fábula. Ele é parte de nossa história humana. É a Palavra de Deus que se fez carne e veio morar entre nós. Fazendo memória de seu nascimento, celebramos a maior notícia de toda a história: nosso Salvador é Deus encarnado. O mistério e a graça da encarnação transformam e dignificam a nossa vida e nos oferece a plenitude de vida e paz, impelindo-nos a reconhecer seus sinais libertadores.
A liturgia da noite de Natal fala de um Deus que nos ama e nos acolhe com sua mão amiga nos caminhos do sofrimento e de morte, enviando-nos “um menino” com uma proposta de vida nova e libertadora. Ele será a luz que nos leva ao Pai.  
A liturgia do dia do Natal convida a contemplar o amor de Deus, manifestado na incarnação de Jesus. Ele é a “Palavra” que se fez pessoa humana e veio habitar entre nós, a fim de nos oferecer a vida em plenitude e nos elevar à dignidade de filhos de Deus. Ele é o Rei que traz a paz.
Primeira Leitura: Isaias 9,1-6 - Foi-nos dado um Filho
Esse cântico dos anjos é a aclamação messiânica de Jesus como Príncipe da paz. O povo de Israel se encontra na escuridão da morte por causa da opressão e violência de seus inimigos. A esperança chega com o nascimento de um menino com a missão de estabelecer a paz, o direito e a justiça e transformar guerra, ódio e sofrimento em alegria e felicidade. Ele é da casa de Davi e será mais sábio que Salomão e mais forte que o rei Davi. A desilusão com a política do governo levou o profeta a sonhar com tempos novos de paz e temor a Deus. Este menino, que traz a marca da realeza, é o Emanuel de descendência davídica e esperança do Povo de Deus que vê uma luz resplandecer.
Para descrever o desespero e desconfiança do povo, o profeta se refere a um “povo que andava nas trevas” e habitava “nas sombras da morte” e sem alternativa pela inoperância dos reis de Judá, incapazes de conduzir o Povo à felicidade. De repente uma luz acende a esperança que traz alegria, lembrando o final de uma abundante colheita e frutuosa caçada, cantado no salmo. A maior alegria, no entanto, vem com a quebra do jugo da opressão e consequente destruição dos símbolos da guerra.
O sonho se realiza na pessoa de um frágil menino, como dom de Deus a seu povo, com qualidades divinas de Deus forte, conselheiro maravilhoso, príncipe da paz e Pai eterno, oferecendo-lhe justiça, direito e a paz sem fim. Esse menino “é o Jesus de Belém” que veio dar sentido pleno a esta profecia messiânica de Isaías. Acolher Jesus é celebrar seu nascimento, aceitar seu projeto e viver sua mensagem de Amor.
Salmo Responsorial: Cantemos ao Senhor um canto novo porque hoje nasceu para nós o Salvador para governar o mundo com justiça.
Segunda Leitura: Tito 2,11-14 Manifestou-se a bondade de Deus ao mundo.
A luz brilhou de modo especial pela vinda de Cristo que revelou a salvação de Deus a todos os homens. O texto lembra os motivos que nos levam viver uma vida cristã autêntica e comprometida: (1) Deus nos ama intensamente; (2) que este mundo é uma passagem efêmera com valores passageiros; e (3) porque, comprometidos e identificados com Cristo, devemos realizar sua obras por Ele.
Tito, destinatária da carta, convertido por Paulo, o acompanhou em missões, sendo seu mediador em conflitos com a comunidade de Corintos, justificando sua admoestação aos cristãos que viviam desiludidos, sem o entusiasmo do tempo de Jesus. Era preciso, portanto, novo ânimo com conselhos necessários à prática da vida cristã que o tornassem sinal e semente ao mundo.
Paulo deixa os fundamentos que nos leva a viver cristamente, lembrando o amor de Deus aos homens, o que nos induz à renúncia dos valores do mundo e seus desejos. Que a esperança no Cristo glorioso nos leve a perceber que a terra não é nossa pátria definitiva e, por isso, desejar os bens essenciais sem apego aos materiais. E, finalmente, que Cristo entregou-se a morte de Cruz para nos salvar dos males e vícios desse mundo e fazer de nós homens novos pelo batismo, tornando-nos um com Ele para receber vida d’Ele. Se estamos ligados a Cristo, recebendo vida d’Ele, essa vida deve se manifestar na nossa existência diária, comprometida com o Evangelho.
Evangelho:  Lucas 2,1-14 Um menino nasceu para vós, o Salvador.
O texto da história da salvação, no contexto da história humana, narra o nascimento de Jesus em Belém, na Judéia, no tempo do imperador de Roma, César Augusto que decretou um recenseamento. José, descendente de Davi, vai com sua esposa, Maria, grávida cumprir a ordem. As hospedarias lotadas, sem lugar para o Filho de Deus, Jesus nasce na extrema pobreza de uma estrebaria. Aos pastores, nômades, pobres e discriminados, o anjo do Senhor anuncia a grande alegria: “Hoje, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor”. O sinal é um menino recém-nascido, envolto em panos, deitado numa manjedoura. A multidão de anjos canta os louvores salvífico do nascimento do Messias Salvador: Glória de Deus nas alturas e paz na terra aos homens”. É a consumação da promessa profética: o menino de Belém é o Deus que vem ao encontro dos homens.
Lucas se preocupa com as referências históricas, situando os acontecimentos, não como lendas, mas colocando como algo integrado na vida e na história dos homens. Ele deseja fazer teologia, apresentando uma catequese sobre Jesus, o Filho de Deus que veio resgatar os homens com uma proposta de salvação. Inicia com referência a Belém, indicando que o Messias é da descendência de David, natural de Belém, conforme os profetas, cujo acontecimento era esperado pelo Povo de Deus. Ele apresenta a simplicidade e a pobreza que rodeiam o local e a circunstância do nascimento: manjedoura de animais, panos improvisados para o bebê, visita dos pastores... É na fragilidade que Deus se manifesta aos homens como salvador, quebrando todos os paradigmas de um salvador. A lógica de Deus não podia ser diferente.
Com referência aos pastores que invadiam propriedades alheias com seus animais, utilizando o produto do rebanho para uso próprio, eram taxados de rudes e violentos. Comparados aos publicanos e cobradores de impostos eram considerados, pela rígida moral dos fariseus, pecadores públicos, incapazes de reparar o mal cometido contra as pessoas.
É precisamente essas pessoas que Lucas coloca como as testemunhas que acolhem Jesus, sugerindo que é para estes pecadores e marginalizados que Jesus abre seus braços. A chegada do tal “salvador” é A NOTÍCIA, por que, a partir de agora, os pobres, os marginalizados, os pecadores, são convidados a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus e a integrar a comunidade da nova aliança, a comunidade do “Reino”.
Finalmente, Luca sintetiza o anúncio do anjo: Ele é “o salvador, Cristo Senhor”. O título “salvador” era usado para designar o imperador ou deuses pagãos. Lucas, sabiamente, apresenta Jesus desta forma como alternativa possível a todos os absolutos que o homem cria. O título “Cristo” equivale a Messias: um rei descendente de David viria restaurar o reino ideal de justiça e de paz da época davídica, sugerindo que o “menino de Belém” é esse rei esperado. O título “Senhor” expressa o caráter transcendente da pessoa de Jesus e o seu domínio sobre a humanidade. Com os três títulos, Luca completa sua catequese de apresentação de Jesus, definindo seu papel e missão. Ao apresentar a Trindade Santa, nesse menino de Belém, Deus grita sua radicalidade de amor por nós.

Com Maria e os pastores, adoremos o Senhor
que se dá a nós nos sinais da PALAVRA,
do PÃO e do VINHO consagrados!

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

4º Domingo do Advento-18/12/2011 Ano B

O MESSIAS ESTÁ CHEGANDO, ALEGREMO-NOS!
Entramos na semana do Natal e, na mesma disposição de Maria, a mãe de Jesus e nossa, queremos acolher o Salvador e dizer-lhe de coração e vida: “Eis aqui os servos e as servas do Senhor...” No SIM de Maria, a liturgia nos convoca a bendizer nosso Deus pela manifestação de Seu Filho e nos alegrar, como Maria, porque o Senhor está em cada um de nós, templo do Espírito Santo, revelando-nos, em Jesus Cristo, o Seu Projeto de Amor.
A anunciação aconteceu na aldeia de Nazaré, na Galiléia. Maria era noiva de José ao receber a mensagem do anjo, criando-lhe uma situação embaraçosa, mas um anjo do Senhor o conforta.
Lucas apresenta o resumo do anúncio da vida cristã. Inicia por Gabriel, a transcendência em nossa vida; Deus, como princípio de tudo; José, o homem da casa de Davi; Maria, a Virgem que, por ação do Espírito Santo, torna-se o centro da mensagem e atenção de Deus e da humanidade, culminando com Jesus, o Filho de Deus, nascido de uma mulher e se tornar um dos nossos. A anunciação forma personagens que devem fazer parte da vida espiritual de todo cristão. A revelação central de Luca está na grande família da Trindade Santa para nos inserir na história da salvação pelo Batismo. Começa por Deus, mostrando que é PAI pela encarnação de seu FILHO por meio do ESPÍRITO SANTO.
Primeira Leitura:  2Samuel  7, 1-5.8b-12.14a.16
O teu reino será estável para sempre diante de mim, diz o Senhor.
David tornou-se rei da Judá e das tribos de Israel para forma um único povo, tendo como capital Jerusalém, como a cidade de David, para onde levou a Arca da Aliança e construir lá um templo para o Senhor, tendo a oposição do profeta Natã, dizendo que Javé não deseja templo, mas o Povo, como Deus peregrino. O texto apresenta a promessa de amor de Deus a David, anunciada pela boca do profeta Natã, de nunca abandonar o seu Povo nem desistir de conduzi-lo ao encontro da felicidade e da realização plena. Deus irá concretizar esta promessa na sua descendência, oferecendo a seu Povo segurança e paz, abundância, fecundidade e felicidade sem fim.
èJesus é a manifestação desse amor divino derramado sobre todos os povos. Ele nos foi dado a conhecer pelos profetas, pela bondade e sabedoria de Deus, a quem queremos glorificar eternamente.
Salomão, na dinastia davídica, segue o plano de Deus, como o Rei sábio. A promessa/profecia é a base da fé de Israel, em especial, nos momentos de crise e sofrimento do povo que sonha com o Messias libertador. Para o cristão o que importa é que Deus preside à história humana, vem a seu encontro, fazendo com ele uma Aliança de paz e justiça para apontar-lhe o caminho para a vida verdadeira que liberta e salva. Embora o homem invente o mal e a morte, injustiça e opressão, violência e exploração, não temos razão para temer o mundo porque Deus será o condutor da história. Preparando o Natal, devemos ter a consciência de que a promessa de Deus a David se concretiza em Jesus e que este Rei encontre em nós um coração aberto e disponível.
Salmo Responsorial: O salmista canta eternamente a bondade e a fidelidade do Senhor à sua aliança.
Segunda Leitura:  Romanos 16, 25-27
O mistério mantido em sigilo desde sempre agora foi manifestado.
Deus manifesta a salvação à humanidade através da obra redentora de Cristo. O texto chama a esse projeto salvífico, preparado por Deus desde sempre, de o mistério ou o plano de salvação, revelado pelo Espírito, assegurando que esse projeto se manifestou, em Jesus Cristo, a todos os povos e línguas, sem distinção, para que sejam chamados à fé, a fim de que toda a humanidade integre a família Divina. èA carta de Paulo visa acalmar o ânimo que dividia os cristãos de origem judaica com os de origem pagã, pelo cumprimento das tradições e leis existentes, criadas pelos judeus.  Reportando-se a esse “mistério”, que reflete o amor de Deus pelos homens, Paulo pede que “SEJA DADA GLÓRIA PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS”… Amém! Seja nossa resposta. Como na primeira leitura, a mensagem reitera o plano salvífico que Deus tem para oferecer aos homens, desde a eternidade. Deus nunca nos abandona.
Evangelho:  Lucas 1, 26-38 EIS QUE CONCEBERÁS E DARÁS À LUZ UM FILHO”
Jesus é o Senhor, o Emanuel, a presença viva e atuante de Deus no meio do seu povo. O menino recebe o nome de Jesus, o salvador, e será chamado Filho do Altíssimo. Seu reinado não terá fim, como promessa de Deus à casa de Davi, na pessoa de José. Deus  manifesta sua presença na história por sinais e plenifica Maria com seu Espírito, cobrindo-a com o poder de sua sombra. èMaria de Nazaré, a mãe do Messias, nos ensina a acolher a vontade de Deus com uma fé viva. Crendo como Maria, é possível construir um mundo melhor, fazendo resplandecer a presença libertadora do Senhor no seio da humanidade.
A narrativa da anunciação do anjo a Maria é exclusiva de Lucas. Em Mateus a comunicação do anjo é feita a José. Marcos inicia com a pregação de João Batista e o batismo de Jesus. Lucas, por sua vez, em uma retrospectiva, inicia com o anúncio do nascimento de João, a Zacarias, e do nascimento de Jesus, a Maria. Assim, vemos que João Batista e Jesus estão intimamente ligados no projeto de Deus. Lucas faz um paralelo na origem dos dois. João, na escolha de seu nome pelo anjo, diferente do nome do pai, para significar a ruptura com a tradição familiar sacerdotal e o sistema religioso judaico. Jesus, na sua vivência que flui do amor, no Espírito Santo, confirma esta ruptura com a tradição.
Maria, ouvindo a saudação do anjo: "Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo", humilde e confiante, dá seu SIM, e exclama“EIS A SERVA DO SENHOR”. Cheia de graças, significa que Maria é a predileta do amor de Deus.  José ascendente davídico, um carpinteiro, e Maria, a escolhida na plenitude da dignidade, representam a periferia de Nazaré da Galiléia pagã, de onde não poderia “vir nada de bom”. Finalmente, em Jesus o Divino se faz humano para tornar o humano divino. É através de gestos de amor e serviços que Deus se torna presente e transforma o mundo. Este gesto de Deus só acontece com os nossos “Sins” disponíveis de entrega, em especial aos pobres, humildes e marginalizados.
A história vocacional de Maria deixa claro que para Deus o poder, a riqueza ou visibilidade social não determinam as condições de realizar uma missão, porque Deus age nos homens e mulheres independentemente de suas qualidades humanas. O que importa é a disponibilidade e o amor com que se acolhe e abraça os desígnios e propostas de Deus. Maria tinha seu projeto de vida, no entanto, optou pela proposta de Deus, uma missão Divina, sem egoísmo, como exemplo a toda a humanidade: “Faça-se em mim segundo a tua palavra!”, para o que exige comunhão e intimidade com Deus.
ALEGRE-SE CHEIA DE GRAÇAS!
O SENHOR É CONSTIGO!

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

3º Domingo do Advento - 11/12/2011 – Ano B


ALEGRAI-VOS, O SENHOR ESTÁ PERTO!
Dia da Campanha Nacional para a Evangelização.
http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR1lIWXL92XScDX-3J4V4n8Vhq4g5STSiHOkkLDrO_D9Jxl7BenCelebramos, com fé e esperança, o domingo da alegria pelo Natal do Senhor. A liturgia nos convida ao regozijo pelo projete que Deus tem a propor aos homens, de salvação e vida, através daquele que foi predito pelos profetas e esperado pela Virgem Maria, com amor de mãe, e anúnciado por João Batista. O Salvador está perto! Ele vem como luz na escuridão de cada pessoa e de todos os povos que anseiam pela paz libertadora, passando das trevas para a luz. Alegremo-nos pela salvação na figura de um menino que nasce em Belém e assume a natureza humana. Com este espírito participar da coleta nacional da Campanha pela Evangelização é SER IGREJA que EVANGELIZA.
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A liturgia fala de esperança e promessa, de redenção e de tempo de graça com a chegada do Messias. O profeta apresenta Boa Nova às pessoas que sofrem com injustiça,  pobreza e perseguições, anunciando o ano da graça  no Ungido. Refere-se a uma nova era de relações humanas transformadas por Deus. Paulo se refere à verdadeira alegria que nasce da oração,http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS3VIjdEFvXw4JNEXLmpovyw2ko2hRM04bYGY90mrzVumpghtSx_A “rezai sem cessar, dai graças”. O convite não significa fugir dos problemas e sim um chamado a enfrentá-los e não ficar de “braços cruzados”, esperando por “milagres” divinos. É um apelo a arregaçar as mangar e tomar a estrada da vida, porque o novo vai acontecer para quem está preparado e alerta na docilidade do Espírito.
Primeira Leitura: Isaias 61, 1-2a.10-11  E xulto de alegria no Senhor!
http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQm6hL7tAtg9WUYKKI46mHCDqRyUl00xueKwogGhnyXPxHelp_4O texto apresenta a missão do profeta, anunciando a alegre mensagem de libertação do povo humilde e oprimido em Judá, após o exílio na Babilônia. A missão do ungido pelo Espírito é proclamar um movo tempo de graça e vida plena, suscitando louvor e ação de graças pela nova semente de justiça diante das nações. A reconstrução de Jerusalém é lenta e quem retorna é visto com frieza e hostilidade. O povo está sofrendo sem ânimo pela injustiça dos poderosos que se organizam, tirando proveito dos fracos e dos pobres.
http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRjILgd-rsG_BRV9pPDe9MydcZE22adUtZaTODNN0hTrnVAODG- Celebramos o domingo da alegria, porque Jesus está no meio de nós, atuando através da nossa dedicação em construir o seu Reino pela evangelização e exemplo de fiel dedicação. 
A missão do profeta é reanimar e dar esperança ao povo, visando não só vida nova em Jerusalém, mas vida plena de salvação.  O profeta se expressa sob três missões: (1) o sentido da sua própria vocação e a boa notícia; (2) transmite palavras divinas, prometendo a restauração do Povo e da Aliança e (3) anuncia o “ano da graça” de esperança pela libertação prometida por Deus. http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRVb4Lp2ihifF9equjP-lymdWrHbc-ADPnPzJayuHED6IJgH3spRwNo judaísmo, ano da graça era sinônima de justiça, libertação de escravos e perdão de dívidas, destinado aos pobres, carentes de bens materiais e espirituais, de dignidade, de liberdade e de direitos, mas que, pela sua especial situação de miséria e de necessidade, eram considerados os preferidos e amados por Deus. A resposta do povo é de regozijo pela ação salvadora e libertadora de Deus. Sejamos não apenas ouvintes, mas profetas do novo céu e nova terá dos viventes.
Salmo Responsorial:  O salmo é o cântico de Maria que exulta de alegria em Deus Salvador, pois estende sua misericórdia a todos os que o temem.
Segunda Leitura:  1Tessalonisenses 5, 16-24
Vosso espírito, vossa alma e vosso corpo sejam conservados para a vinda do Senhor!
http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSztRgCgJ2SyxARy_qOjKrO5IXOELbmM58DjF4YSbuTSOYrpuOcvwO texto é um convite a alegre oração sem cessar, buscando o auxílio do Espírito para discernir sempre o que é bom e fugir do mal. O apóstolo fala aos cristãos tessalonicenses das atitudes santas e irrepreensíveis a assumir na espera pelo Senhor, vivendo alegres em louvor e adoração, abertos ao Espírito e desafios de Deus. O tempo de evangelização foi curto, mas o suficiente para formar uma comunidade aguerrida e fiel, tendo, ainda, muito que fazer. A messe é grande, Paulo, traídos pelos judeus, teve que fugir às pressas, justificando sua carta de recomendação aos irmãos em Cristo. A carta é tida como o primeiro escrito do Novo Testamento.
http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQO7BWPC9mHkSgYMsfx2Nl8FoEB-PJup_wQ1pu84aL6DLdImyAT
A carta de Paulo é uma exortação e reflexão de como devemos viver a espera no Senhor, com sugestões úteis para a vida cristã na formação de uma comunidade alegre e feliz. Como cristãos devemos ser pessoas livres e felizes, conscientes da presença salvadora e libertadora de Deus que nos segue, por isso, contemplando esse horizonte último de vida eterna e de felicidade definitiva que Deus nos reserva, vamos, gratos, louvar o Senhor.  Paulo recomenda que cada um saiba analisar com cuidado e discernimento, sem preconceitos, de coração aberto à novidade de Deus, guardando “o que é bom” e afastando-se de “toda a espécie de mal”.http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSple6oOSUjNXQhnxl3fHVdksXGF-LyMe9LYrjyqAZ0tEvQnhPC_AUma comunidade construída nestes princípios, que vive alegre e serena no louvor ao Senhor, discernindo os dons do Espírito, é uma comunidade “santa” e preparada para acolher, em qualquer momento, o Senhor que vem e confirma que a existência cristã é uma caminhada vigilante para os braços amorosos do Pai.
Evangelho: João 1, 6-8.19-28 No meio de vós está aquele que vós não conheceis!
http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQbyUsPqphfudiXRkZHcqgVYwk5FmTBx_gd7sUchJQ61cW_DKyeTgO texto nos apresenta João Baptista, a “voz” que prepara os homens para acolher Jesus, o enviado do Pai e “luz” do mundo. O  testemunho da luz começa diante dos líderes judaicos, curiosos em saber quem é o mensageiro. João declara que não é o Messias. O povo esperava um grande restaurador para dominar o mundo, apoiado na promessa de que o Messias, como um novo Moisés, um Profeta por excelência, viesse libertá-los do domínio romano. João é a voz profética no deserto, anunciando: no meio de vós está alguém que não conheceis”. Seu batismo, com água, às margens do Jordão, relembra o fim do Êxodo e a travessia para celebrar a salvação de Deus em Cristo. Na sua missão, voltada para o Salvador, João afirma: “É necessário que ele cresça e eu diminua”. 
http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRSqLCKV4J88SqjCWo5jkbj4quFPe-t_j8mPCcAQ7ZXpNGPD0PkUma das catequeses do evangelho de João é revelar quem é Jesus e sua missão, através de personagens, sendo Batista uma delas como o apresentador do Messias libertador, enviado por Deus para inaugurar uma nova era de liberdade, de alegria, de felicidade. Muitos israelitas, ansiosos por liberdade, tudo aceitavam e eram presas fácies dos falsos messias e vendedores de sonhos, o que acirrava a violência e a miséria numa frustração nacional. A hierarquia religiosa judaica, por sua vez, fugia da idéia da chegada do Messias por temer reforma na vida religiosa, considerada indigna, daí as inquietações com as mensagens de João, o enviado por Deus.
http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRK2XKDzFXiiD_Ujj-vBbF0SwjdqeO3iM65Ay5ZnWZORftiAmpBDeus, como agente central da história, intervém no mundo através de homens. João, como escolha divina, tem a missão secreto de ser o testemunho de uma Luz especial que vem iluminar a humanidade e trazer esperança e vida de alegria e felicidade. João, portanto, não é luz, é caminho para a luz, o que perturba a ordem religiosa judaica em identificar o mensageiro e sua missão.  João, na sua humilde missão, rejeita qualquer atribuição que possa centrar atenção na sua pessoa. Os holofotes devem focar a LUZ que ele veio anunciar. E a voz, que não tem rosto, supõe ouvintes, ressaltando a mensagem que Deus passa aos homens.
http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQV21jXoLrndce7MSwGU_XOa9waoI5b71FhPgKIkg6uL2d7tj38O batismo ou imersão na água era um símbolo judaico de purificação, significando saúde ou mudança de vida como sair da escravidão. João pretendia romper a vida das trevas, como primeiro passo para a nova luz, o batismo do Messias, no Espírito que transforma os corações, dizendo “que já está no meio de vós, não conheceis. Procurai conhecê-lo, i. é, escutá-lo e acolher sua proposta”.  
http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSG3Dko8EG_cX7bRedq-3m9rmffdAqxdR5rGrRnzjR_cmYMOAC8kQA pergunta que nos inquieta é “quem sou eu...” e, socraticamente, responder: o “conhece-te a ti mesmo”, é caminho par o ser e agir, na síntese de João, e substituir as trevas pela luz. O batismo indica o ser cristão dentro de nós e como devemos trilhar como igreja, na evangelização, levando a mensagem de salvação a todos e sentir a marca de Jesus em nós.
 
Com Maria, ser Igreja no mundo atual.
Vinde Senhor Jesus!


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