quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


ALEGRAI-VOS sempre no Senhor. Repito: ALEGRAI-VOS! (Fl 4, 4)
O SENHOR ESTÁ PERTO!
Dia da Campanha Nacional da Evangelização
Campanhas da Fraternidade, como compromisso pelo Reino de Deus, é a busca pela justiça e solidariedade à Missão, significando o uso correto e a partilha dos bens com as pessoas que sofrem necessidades e buscam, na conversão, a razão da fé e mudança de vida.
Celebramos, com fé e esperança, o domingo da alegria pelo Natal do Senhor. A liturgia nos convida ao regozijo pelo projete de Deus aos homens: salvação e vida nova, através dAquele que foi anunciado por João Batista. Lucas fala da universalidade da salvação: todos são chamados.
João Batista não pede deixar tudo e viver no deserto como ele, mas pede cumprimento nos deveres: fazer o bem e evitar o mal, preparando à vinda do Senhor, que Deus cuida do resto. João foi taxativo: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça a mesma coisa”. Que sejamos honestos!
A celebração do 3° domingo, o Domingo da Alegria, Laetare, é um convite ao júbilo pela chegada do Senhor que nos pede, por sua Palavra, a conversão e mudança de vida. Comunidade que vive Feliz e unida na fé, prepara-se para receber o Senhor. Segundo Lucas, não são os líderes religiosos, os pretensos chefes do povo, prontos para se arrepender, mas o povo comum e até pessoas que vivem à margem da sociedade, como cobradores de impostos, soldados e prostitutas. Serão estas pessoas que irão responder e abraçar a pregação do próprio Jesus, como o Messias prometido.
 “O que devemos fazer?” É o dilema e a frase lapidar no Evangelho de Lucas, como preocupação constante em nossa caminhada: NINGUÉM ESTÁ PRONTO.
Primeira Leitura: Sofonias,3,14-18a
O Senhor, teu Deus, exultará por ti, entre louvores.
O texto mostra Deus fazendo declaração de amor a seu povo através do profeta. Sofonias, por isso, convida o povo à alegria e ao júbilo pela salvação que vem do Senhor. A ação de Deus consola e encoraja o povo de Israel: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo, pois o Senhor está no meio de ti e, afastando o inimigo, revogou a sentença”. Deus, que não precisa de nada, alegra-se por nós. Que esse amor nos renove. No caminho da conversão Deus, que nos ama, está a nossa espera. Ele está no meio de nós e, apesar de toda nossa infidelidade, insiste em caminhar convosco.
O que renova o mundo é o amor que nos torna mais humanos, não o medo que gera insegurança e sofrimento: esta deve ser a meta do evangelizador
Salmo Responsorial:
 O cântico de Isaías é uma ação de graças ao Senhor Fonte de salvação. Exultai cantando alegres, habitantes de Sião porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!
Segunda Leitura: Filipenses, 4,4-7 O Senhor está próximo. "Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto!"
“O reino está próximo e vem trazer alegria, confiança e paz”, assim Paulo nos orienta a viver alegres pelo Senhor tão próximo e tão interessado em nós. A seguir, aponta o caminho do reconhecimento desse amor gerador de alegria: “Que seja de todos conhecida a bondade do Senhor!” O mundo, cansado e angustiado, precisa dessa alegria, dessa paz que Paulo diz exceder toda inteligência. Cada um de nós é anunciador dessa paz que leva à esperança. Mas não anunciamos sozinhos, fazemos parte da Igreja que se compromete a ser sacramento do Reino e sinal de salvação. Testemunhar o evangelho com alegria e bondade é a missão de todo o batizado com confiança e ação de graças.  Paulo, da prisão, retribui com gratidão à solidariedade dos filipenses, convidando-os a alegria e persistência na fé no Senhor que vem trazer a salvação.
A alegria na partilha e a bondade na acolhida, pela vivência cristã, devem estar presente no tempo de Advento pela certeza da presença libertadora do Senhor junto aos irmãos.
 Evangelho: Lucas, 3,10-18 Que devemos fazer?
Em “Nós o que devemos fazer?” Converter-se. João mostra que a conversão consiste em praticar a justiça e a fraternidade. Preparar o caminho significa questionar os nossos limites, nosso modo de ser e de viver, e aprender a partilhar, respeitando a dignidade do outro, a fim de transformar nossa vida no sentido de Deus.  
João Batista, através de Lucas, indica como proceder para percorrer esse caminho (da metanóia) que é preparar a vinda do Senhor: Não vos conformeis com a lógica do mundo, mas procurai transformar o mundo num reino de justiça e paz. João deseja evitar crimes contra o irmão por ser crime contra Deus: Ao povo em geral pede a partilha com os necessitados, aos fiscais: a não exploração e enriquecimento ilícito e, aos soldados: alerta para ação sem violência.
João evita ser confundido com o Messias, por isso se antecipa e anuncia a Boa Nova: “Eu batizo com água, mas virá quem é mais forte do que eu.
Eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias.
Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo”, como referência a transformação que Cristo operará no coração dos que acolhem sua proposta de libertação: vida nova e purificada. O precursor do Messias nos chama a conversão e sinaliza, no domingo da alegria, que o Senhor está próximo e a salvação está atuando em nós pela ação do Espírito Santo. É aqui que devemos nos perguntar: O que devemos fazer?
Os bens que temos disposição são dons de Deus e, portanto, pertencem a todos e não para benefício próprio de quem pode mais. No entanto, a desigualdade é chocante, a indiferença fecha o coração aos gritos de quem vive abaixo da dignidade humana e o egoísmo impede a partilhar com quem nada tem, são alguns obstáculos que impedem o Senhor de nascer para todos. Cabe às comunidades, pela ação do Batismo, ser exemplo de fraternidade e de vivência do amor e da partilha. Os atos devem estimular a acolhida do Senhor que vem, portanto exercer violência sobre alguém é violentar o próprio Deus.  Campanha pela Evangelização é SER IGREJA que EVANGELIZA.
O batismo de João simboliza a conversão e Jesus, como Messias, batizará no Espírito Santo e no fogo, realizando Boa Nova das promessas de salvação.

Com Maria é ser Igreja no mundo atual. Vinde, Senhor Jesus!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Todas as pessoas verão a salvação de Deus (Lc 3,6)
O SENHOR ESTÁ CHEGANDO, COMO O NOSSO REDENTOR!
           A Coroa do Advento pode ter velas verde, roxa, rósea e branca, em lugar
de destaque nos 4 domingos do Advento
(podem ser todas da mesma cor)
A palavra Advento, de origem pagã, significa chegada/vinda. Com o sentido de nascimento: o Senhor veio como Redentor e Irmão e nos prepara para a segunda vinda, o juízo final, como Juiz Soberano.  Ele é o Deus presente que devemos vivê-LO no dia-a-dia e vigiar para que não passe despercebido. âA liturgia nos convida a preparar o caminho do Senhor e ser mensageiros dessa esperança: Ele vem à frente do seu povo a fim de reconduzi-lo, livre, à terra prometida. Como o Bom Pastor, cuida dos fracos e pequenos e alegra-se em perdoar e renovar todas as coisas.
Fé, justiça, esperança e Salvação constituem os bens da aliança e amizade de Deus com seus eleitos.
“Esta é a Voz daquele que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor e endireitai as suas veredas”. No enredo desta exclamação figuram seus mensageiros: João, o Batista, e Jesus, o Cristo. Seus algozes: Herodes Antipas, o responsável pela morte de João, além de participar da condenação de Jesus, na Semana Santa, Anás e o seu genro Caifás, representantes da casta sacerdotal, hostis a Jesus. Para o meio desta corja Deus manda João, como o arauto do novo tempo de graça e salvação. Mas a eles não cabe a palavra final. A mensagem de João é o prenúncio de mudanças radicais dos que a acolhem e enfrentam os reveses da vida além dos sofrimentos por causa do Senhor. A ninguém é excluída a mensagem e oferta da salvação: Deus acredita em nós. “E todo homem verá a salvação de Deus”!
O Advento é tempo oportuno de revisão de vida, descobrir quais curvas, montanhas e pedras teremos que tirar para que o Senhor possa habitar no nosso coração.
Primeira Leitura: Baruc 5,1-9 Deus mostrará o teu esplendor
O caminho da conversão é como um verdadeiro êxodo da terra da escravidão para a terra da felicidade e da liberdade. Durante esta trajetória, o Senhor nos propõe despir-nos dos vícios e pecados que impedem de abraçar a proposta libertadora de Deus e viver com alegria este tempo, confiado nEle que não desiste de nós, apesar de nossas inconstâncias.
O texto recorda a história do povo de Deus que, cativo na Babilônia, retorna com festa triunfal para a terra prometida. Por isso, a Jerusalém, iluminada pela luz Divina, é chamada por Deus de a terra de “Paz na Justiça e Glória na Piedade”, revelando uma nova comunidade marcada pela justiça, paz e vivência fraterna. Deus é misericordioso e justo. Sua bondade é maior que todas as crises e tragédias humanas.
O texto de Baruc, que foi secretário de Jeremias durante o exílio na Babilônia, é uma exortação e consolação a Jerusalém. Ele convida os habitantes a celebrar uma liturgia penitencial e se reconciliar com Jahwéh, pedindo perdão. O profeta compara a Jerusalém infiel a alguém enlutado, desanimado, aflito e sem esperança, mas que Deus deseja devolver-lhe o estimula e a vontade de viver, lembrando o retorno do exílio para a liberdade e vida nova. Tal ação demonstra o grande amor de Deus, sempre presente para perdoar o filho rebelde e reatar com ele (o povo Judeu) uma história de libertação e de salvação. O Advento, por conseqüência, é um tempo favorável para o êxodo da “terra da escravidão para a terra da liberdade”. Neste tempo somos convidados a percorrer o caminho da conversão que Deus, em Sua bondade e ternura, nos oferece, preparando nosso regresso à cidade nova da alegria e da liberdade.
A comunidade cristã, por suas ações de justiça e piedade, deve tornar-se um oásis fraterno, de comunhão, partilha e de paz
Salmo Responsorial: O salmista celebra a alegria e a gratidão pela volta dos exilados, suscitando esperança presente. Maravilhas fez conosco o Senhor: exultemos de alegria
Segunda Leitura: Filipenses,1,4-6.8-11 Ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo.
Paulo pede que o amor dos Filipenses (e de todos nós) cresça sempre mais, de forma integral. Ele glorifica o Senhor por ver sua fiel comunidade que é solidária com sua causa e sofrimento. Em sua oração, ele se preocupa com o bem de todos e pede a solidariedade com os sofredores. Conclui que o estar preparado e convertido, é estar no caminho certo para a vinda do Senhor. Assim é o apelo de Deus, hoje, para nós. O texto é uma ação de graças a Deus para que o amor de Cristo se espalhe e cresça no coração de todos através do testemunho da caridade, sem divisões e conflitos.
Paulo mostra seu carinho pela comunidade que ele criou, gerando uma afeição mútua. Ele, na prisão, sente a solidariedade que o anima, por isso, grato, reza e pede a Deus para que sejam fiéis e constantes na fé e na evangelização. Sabe que caridade e missão são bases para que os Filipenses possam aguardar puros e irrepreensíveis, o dia da vinda de Cristo. Assim deve ser nosso caminho e nossa preparação, por que a essência da Igreja é missionária: “Ide e anunciai!”, diz Jesus. Jesus deve nascer para todos e a Igreja deve ser exemplo de vida e ação concreta, sem egoísmo ou “guerra de sacristia” por interesses pessoais e mesquinhos, para que haja espaço o Jesus que nasce para os humildes de coração.
Pensemos como um grupo de irmãos, com limites e defeitos, ser uma comunidade a caminho que deseja acolher o Senhor que vem e nos conduz à plenitude do amor.
Evangelho: Lucas 3,1-6 Todas as pessoas verão a salvação de Deus.
João Batista é chamado a preparar o caminho do Senhor num momento histórico. Seu nome lembra o profeta Jeremias. Como precursor do Messias e profeta de Deus, João começa seu ministério no deserto e inaugura o novo êxodo, anunciando o cumprimento das promessas em Jesus, figura central do Advento. Ele nos convida a mudar de vida, fiéis ao projeto de Deus, dando-nos o exemplo de vida austera, pobreza radical e experiência de Deus no deserto. Seus gestos é uma crítica a nossa vida pessoal e o jeito de ser da sociedade se organizar. Sua voz continua clamando no deserto de nossa realidade, convidando-nos à Conversão. Nesta realidade, Deus nos chama a viver Seu projeto e “vestir o manto da justiça e da misericórdia” e deixar a marca de nossa passagem.
Seguir com radicalidade o projeto de Deus a serviço da vida pressupõe conversão e mudança de mentalidade e de atitudes.
No contexto, o evangelho é a sequência da Infância e o núncio da Boa Nova de Jesus. Lucas, antes de descrever a ação libertadora de Jesus, como bom investigador, descreve tudo desde a origem, incluindo as figuras política da época para situar o acontecimento, citando o projeto de Deus para os homens como algo concreto num momento histórico.
 A seguir apresenta João Batista que veio preparar a chegada do Messias de Deus, como “uma voz que grita no deserto” com o convite de preparar o caminho do Senhor. Ele prega na zona do Rio Jordão, região populosa, proclamando um batismo de conversão, para a remissão dos pecados, para acolher a “Salvação de Deus”. Para Marcos, João é o arauto que proclama a boa nova e Jesus é a Boa Nova: a Salvação.
Na comunidade dos batizados está a verdadeira dimensão profética da missão e, Como João, somos todos profetas a preparar a acolhida do Messias.
“PARA NÓS, CRISTÃOS, VIVER NÃO É OUTRA COISA QUE VIGIAR. E VIGIAR É ABRIR-SE À VIDA”. Sto. Agostinho
1º Domingo do Advento nos pede AIGILÂNCIA
2º Domingo nos pede o Batismo da CONVERSÃO

terça-feira, 27 de novembro de 2012


Domingo do Advento - 02/12/2012 – Ano C
O SENHOR VAI CHEGAR: “Levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lucas 21, 28)
Na esperança do novo ano litúrgico, o Ano da Fé, instituído pelo Papa Bento XVI, vai de outubro de 2012 a outubro de 2013. É tempo visto pela Igreja como propício para o redescobrimento da fé católica. O Papa deseja que todo o cristão tenha sua convicção e sua identidade na fé católica num mundo pós-moderno.
Iniciamos um novo ano litúrgico, ano "C" com o Evangelho de Lucas, e com ele uma nova caminhada. Advento é tempo de meditação e de oração e, para a Igreja, momento de encontrar na liturgia sua mística cristã. Momento que nos aproxima da encarnação de Deus na pessoa de Jesus, criando um clima de aproximação com Deus e com o irmão. Nesta preparação (de 02 a 16/12) salienta o aspecto escatológico e nos orienta à espera do Messias. Tempo de espera é como a noiva vigilante à espera do amado. A liturgia nos convida a viver a esperança na vinda do Senhor: a vinda gloriosa de Jesus, o Senhor da história, e o final dos tempos.  A segunda parte (de 17 a 24/12) nos convoca à alegre preparação para viver o Natal, a primeira vinda de Jesus.
As velas simbolizam as etapas da salvação, sendo a primeira, o verde da esperança. E isso nos confronta: diante dos sofrimentos, catástrofes e guerras que dizimam populações, a humanidade se pergunta sobre a ação de Deus, mas não se pergunta sobre a recusa e a ação do homem. Sejamos barro nas mãos de Deus, o Oleiro, para que Ele transforme nossa vida e nos ilumine da certeza da vinda do salvador e nos desperte com responsabilidade para a construção de um mundo novo. Como o patrão ao se ausentar delega poderes a seus súditos, a Igreja nos exorta à vigilância, com um apelo aos cristãos pela fidelidade ao Senhor, ávidos por Sua vinda, como tempo especial da graça de Deus revelada em Cristo: é como uma mulher a espera do filho que vai nascer.
Primeira Leitura: Jeremias 33,14-16 Farei brotar de Davi a semente da justiça.
Com a destruição de Jerusalém (587 a.C.) e a deportação para a Babilônia, Jeremias anuncia a salvação ao povo sofrido. Ele prega o Deus fiel da Aliança que vai se manifestar através de um descendente da família de Davi. Um rei que fará justiça, estabelecendo bem-estar e vida em abundância a seu povo.
 Jeremias, em nome de Jahwéh, vendo o povo de Deus abatido, desolado e sem esperança, vem proclamar a chegada de um tempo novo abundante de paz e esperança. Desacreditado por tantas promessas, o mensageiro de Deus é acusado de profeta da inutilidade. Jeremias insiste na fidelidade de Deus a Davi que prometeu um descendente com poderes de paz e salvação para a casa de Israel e casa de Judá, garantindo a seu Povo futuro fecundo, de justiça e de bem-estar.
Como povo de Deus e católicos comprometidos com nosso batismo, devemos mostrar, em palavras e ações, que “O Senhor é a nossa justiça”.
Salmo Responsorial: O salmista ora com o desejo de ser instruído em seus caminhos. Amor, justiça e fidelidade o fazem íntimo com Deus em sua aliança. (Senhor meu Deus, a vós eleva a minha alma!)
Segunda Leitura: 1Tessalonicenses 3,12-4,2
Que o Senhor confirme os vossos corações na vinda de Cristo.
Parece estranho a liturgia começar falando do fim dos tempos, antes do nascimento de Jesus! É preciso, no entanto, entender que o menino, Filho de Deus, que veio no Natal, virá de novo e vitorioso no fim dos tempos. O desejo de Paulo é que Deus nos conceda amor fraterno e santidade a Seus olhos para estarmos preparados para o dia da vinda do Senhor Jesus. O texto nos convida a fugir da mediocridade e do comodismo, e um apelo à vivência de uma vida cristã, comprometida com os irmãos. O amor mútuo e universal é o caminho da perfeição, o jeito de ser do filho vigilante na espera do Senhor.  Deve despontar nosso testemunho pessoal, comunitário, eclesial a exemplo dos primeiros cristãos.http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS7V8D6mjJiQ53jA0zPTANz8VLKpFtyzgJig5-pwl7eIh6sUwucwA
Para Paulo a caminhada cristã é uma jornada permanente que recomeça a cada dia da vida. O cristão é aquele que não se contenta com o que já fez, nem se acomoda. É nesta atitude que somos chamados a viver este tempo de espera do Messias. Nessa dimensão cristã está à prática da caridade que nos identifica com Aquele que partilhou a vida com todos, até a morte na cruz. Vivendo a caridade podemos, como igreja, construir comunidades de irmãos que partilham juntos o amor, mostrando o rosto de Deus que ama.
Evangelho: Lucas 21,25-28.34-36 A vossa libertação está próxima.
O texto nos apresenta Jesus, o Messias filho de Davi, a anunciar aos que se sentem prisioneiros: “alegrai-vos, a vossa libertação está próxima. O mundo velho a que estais presos vai cair e, em seu lugar, vai nascer um mundo novo, onde conhecereis a liberdade e a vida em abundância.
 Estai atentos, a fim de acolher o Filho do Homem que vos traz o projeto desse mundo novo”. Jesus recomenda prudência por causa da indiferença aos sinais dos tempos que faz com que a chegada do Filho de Deus caia sobre nós como uma armadilha, por isso, nos pede vigilância e oração constante para vencer os vícios e o pecado e permanecer puros e dignos para a presença de Jesus.  
O momento dessa catequese aos discípulos acontece no final do ministério de Cristo e nos últimos dias de Sua vida terrena, após Sua entrada triunfal em Jerusalém, quando Ele se refere à vinda do Filho do Homem com grande poder e glória para concretizar Seu projeto de salvação e libertação da humanidade. Suas palavras e gestos são apresentados como o resgate de um povo prisioneira do egoísmo, do pecado, da morte para a plenitude de um mundo novo, de alegria e de plena felicidade. Os “sinais” catastróficos apresentados não são do fim do mundo, mas imagens utilizadas pelos profetas para falar do dia do Senhor e de Sua vinda gloriosa.
O quadro não visa criar terrorismo, mas abrir os corações à esperança, por isso o Senhor nos convoca a vigilância. E sem essa de destruição ou fim do mundo. É possível, sim, a destruição do planeta pelo ódio, egoísmo e guerra entre potências gananciosas que geram miséria e sofrimento, roubando vidas e dignidades. O alegrai-vos, pois a vossa libertação está próxima, se cumprirá com a vinda de Jesus com vida nova e felicidade a Seus fiéis seguidores, como uma realidade escatológica, plenificada com Sua vitória definitiva.
Estar vigilante e preparado, como o povo do êxodo, para acolher a salvação de Deus: é viver com os olhos aos Céus e em a oração.
Nossa libertação está próxima:
“Vem, Senhor Jesus”.

Pelo e-mail (wlimar@yahoo.com.br), 
faça uma avaliação, dando sua sugestão sobre o Blog.

 Curiosidades:

A arca de Noé media 134m de comprimento, 23m de largura e 14m de altura. Tinha uma área total dos três pisos de 9.250 m2 e um volume total de 43.150 m3 aproximadamente, ou seja, semelhante a um transatlântico dos nossos dias (cfr. Gênesis 6:15-16). Noé e sua família permaneceram na arca e com os animais 375 dias (Gênesis 7:11 e 8:13-19)