segunda-feira, 22 de abril de 2013


5º Domingo de Páscoa, 28.04.2013 
EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO: O AMOR.
EIS O MEU MANDAMENTO: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI.
O tema fundamental da liturgia deste domingo é o do amor: o que identifica os seguidores de Jesus é a capacidade de amar até ao dom total da vida. Amor-serviço-doação. Jesus orienta a comunidade dos discípulos a viver o amor fraterno. Viver o egoísmo, a auto-suficiência, fechando-se ao irmão, é interromper essa relação, frustrando o mandato do Senhor: é morrer. O mandamento de Jesus sublima a união vital dos discípulos com o Ressuscitado e do batizado com sua comunidade de fé. Esta união explica o fundamento da fonte vital: http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTvrC14cwOA1loz7kyn-YAWigoq1SomJQXjJAg9H7zFcgBU24u_CQEle a fonte de água viva, nós o rio dessa fonte. A existência da relação de amor com Cristo e os irmãos, nos torna uma comunidade feliz, como Igreja una e santa, na Eucaristia, celebrada com o Pão do amor. Na feliz expressão do Concílio Vaticano II, a liturgia é fonte e cume da vida cristã, lugar onde se busca a seiva para produzir frutos para renovar o dinamismo da vida. Cada pessoa, na celebração, é chamada a produzir essa seiva da vida nova recebida na páscoa, e unidos no amor fraterno, somos convidados a produzir frutos de justiça, amor e paz.
1º Leitura: Atos 14,21b-27 Contaram à comunidade tudo o que Deus fizera por meio deles.
O texto relata as dificuldades e lutas dos primeiros cristãs em missão s e a importância da ajuda mútua que fortalecia uns aos outros para testemunhar o amor de Deus. Com esse projeto Paulo e Barnabé visitam as novas comunidade, designando lideranças locais para mantê-las unidos no amor e na fé. Concluída a primeira viagem missionária, relatam as maravilhas operadas por Deus na evangelização.
A catequese de Paulo visa estimular os novos cristãos, por meio de lideranças, com a missão de garantir a participação na comunidade, no caminho de Jesus. Cumpre à Igreja estimular o apoio mútuo que gere comunidades de irmãos. As visitas pastorais devem ser um elo de animação diante dos desafios enfrentados pelas comunidades. 
Paulo como o grande ícone da Igreja, o apóstolo dos gentios, teve no batismo de sua missão repleta de luta e de dor. A história da Igreja é recheada de conflitos e perseguição. A missão da Igreja é formar comunidades pontuais, priorizando a união de irmãos em torno da fé. Cristianismo é encontro com Deus na partilha da fé e do amor entre irmãos. Barnabé foi definitivo nessa integração que incluiu Paulo e o levou à vida apostólica.
A VOCAÇÃO CRISTÃ É MISSIONÁRIA NUMA FAMÍLIA DE IRMÃOS, A IGREJA, O CORPO DE CRISTO.
Salmo Responsorial: O salmista louva a Deus que é bom e compassivo com toda a criatura.
Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, meu Senhor e meu Rei para sempre.
2º Leitura: Apicalípse 21,1-5a Deus enxuga as lágrimas de seus olhos,
dizendo: Eis que faço novas todas as coisas”.https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYt5sEWZJsd4JTuWHvwirL-qTrSsO3mzj4WYjYY2Wv7jCbTM9kn1hkfni5V_Ctef9Wjo8LED8jDG8XsNrYw7Xh72txS2rd1DDg4SuoWNo79bXP8phG5KL7HS-8sMT8b1SJoWYzrgsb4uSM/s1600/NOVO+CEU.jpg
O texto apresenta a meta final da caminhada cristã:  "um novo céu e uma nova terra”, a realização da utopia, o rosto final dessa comunidade, chamadas a viver no amor. A Igreja, como comunidade escatológica, é renovada pela ação salvadora de Deus na história: A nova Jerusalém descida do céu, da casa do Pai, é o ápice da humanidade, a meta última de nossa historio, a nova criação, a vitória definitiva da vida sobre a morte. A partir daí, tudo será novo, definitivo, acabado, perfeito.
O Apocalipse foi escrito para orientar os cristãos em meio às perseguições. João mostra que a comunidade glorificada representa os fiéis anunciadores do Evangelho, com o primeiro anúncio vivo e real. Em sua linguagem apocalíptica João mostra a longa história amorosa entre Deus e o seu Povo como uma história de amor com um final feliz. A catequese de João, visando iluminar nossa caminhada, como Igreja, santa e pecadora, é assegurar que estamos destinados à vida plena e de felicidade sem fim juntos a Deus, na Pátria Celeste.
A Ressurreição de Cristo é o caminho de renovação das estruturas da comunidade cristã e da sociedade para este mundo novo de paz, igualdade e fraternidade.
Evangelho: João 13,31a.34-35
Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.
No discurso de despedida, Jesus deixa o grande legado do Pai: O mandamento Novo (o Amor), imagem da comunhão vital com Ele e os irmãos na fé. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã, dando testemunho ao mundo do amor de Deus. Somos discípulos do amor fraterno. O texto nos leva a viver em comunhão com Cristo.  Que Sua palavra nos liberte do egoísmo, da arrogância para produzir frutos de amor fraterno, paz e justiça. A missão da Igreja, em sua caminhada, como comunidade, é produzir os frutos de justiça, amor e paz que Jesus produziu.
Ele a criou (a Igreja) viva e dinâmica com a missão de testemunhar em gestos concretos o amor do Pai. Não criou um “gueto” fechado e livre, mas uma instituição que transparece, em cada membro, a vida no amor e na alegria, ou na dor até a cruz. Como arautos da reconciliação, nosso gesto ao irmão deve ser de justiça pelos direitos e dignidade da pessoa humana, a fim de atraí-lo à missão que Jesus nos confiou. O amor na dor e na alegria em Cristo, com Cristo e para Cristo.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO6aiTNZEulG3vGSOJ3JesTddUUV8_uNE2Goj20o0hRnWjYrRj_XDo1eG1_0VZ2h53p4e0tyKyFSYylTHwPd1RqZtMg3cARkDBz1Fwvj-Rn65tCzuu9nxae9WGnu9gqctmExnmMEcvkPmQ/s1600/ame.jpgJesus ensinou o modo de amar como Ele amou junto com o Pai: “Misericórdia e piedade é o Senhor. Ele é paciência, é compaixão”. É um amor universal.  A comunidade é o novo céu, a nova terra. Ser espiritual não retira o dever de ser concreto, como vimos no testemunho do Papa Francisco. Celebrando a Eucaristia realizamos nossa comunhão com Deus.  
Jesus nos deixa o grande legado: (1) O amor resume Sua Vida e Missão“Amar como Eu vos amei”. Assim deve ser a vida da Igreja; (2) Comunidade glorificada é a que constrói. A Igreja é anúncio pelo testemunho, por isso ela representa o novo céu e a nova terra. Ela delega porque ninguém vai "em seu próprio nome"; (3) Jesus ensina como aprendeu do Pai que é misericórdia e piedade. O amor é sempre a realidade em Cristo no Pai. Ninguém dá o que não tem.
Isolar-se da comunidade cristã (a Igreja), lugar de encontro com Cristo, e não produzir frutos é como o ramo separado do tronco, buscando vida noutra fonte.
Pelo e-mail, wlimar@yahoo.com.br
Participe, dando sua sugestão e críticas.

terça-feira, 16 de abril de 2013


4º Domingo de Páscoa, 21.04.2013
JESUS É O BOM PASTOR, NÓS SOMOS SEU POVO E SEU REBANHO.
Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Deus deseja de nós ovelhas, seguindo o Pastor para sermos pastores. 
No 50º dia Mundial de Oração pelas Vocações e Domingo do Bom Pastoro, a Igreja nos convida a refletir sobre o tema: As vocações, dom do amor de Deus.  No Dia do Senhor, rezar pelas vocações sacerdotais e religiosas é um pedido de Jesus: “a messe é grande e os operários são poucos”.
http://jesusluzdomundo.files.wordpress.com/2010/09/o-bom-pastor-02.jpgE instituiu Sua Igreja como provedora de um só rebanho e um só pastor. Jesus é o Bom Pastor que dá a vida por Seu rebanho. Paulo, animado pelo Espírito, critica os judeus pela rejeição ao anúncio da Palavra, por isso segue a voz do Senhor na missão aos pagãos. É expulso com toda a Igreja pelos judeus. Os apóstolos “sacudiram contra eles a poeira de seus pés”. Crer com a Igreja significa amá-la e viver com ela e por ela. O Batismo é a marca indelével dos que aceitam a Igreja de Cristo: ela é nossa avalista. O Bom Pastor segue uma única lei: O amor.
Que a alegria da ressurreição esteja presente em nossos corações!
Reunimo-nos para celebrar a Páscoa, neste domingo em que Jesus se revela o Bom Pastor que dá vida por seu rebanho, convidando-nos a ouvir sua voz e seguir sua proposta. Rezar pelas vocações é lembrar o Bom Pastor na vida de quem Ele chama para continuar Sua missão redentora. Felizes porque a vida venceu a morte com a ressurreição de Jesus.  Para seguir o exemplo de Paulo e Barnabé, devemos ser coerentes como profetas do anuncia e da esperança, entregando nossa vida, nosso tempo, nossas idéias pela causa do Reino e como sinal de vida e esperança para todos.
1º Leitura: Atos 13,14.43-52    EIS QUE NOS VOLTAMOS PARA OS PAGÃOS.
Com a recusa dos judeus à Boa Nova, o texto apresenta Paulo e Barnabé evangelizando os pagãos e, cheios do Espírito Santo, levam a salvação a todos os povos que acolhem a Palavra. A mensagem de Cristo, rejeitada pelos judeus, é levada aos pagãos,  os gentios, os não integrantes do povo judeu, descobriram a vida verdadeira. As oposições não impedem que o Reino se estenda por todo o universo: de um lado estão os auto-suficientes, os que rejeitam a Palavra, de outro, estão as ovelhas mansas e humildes de coração, felizes e atentas à voz do Pastor, dispostas a segui-Lo até as pastagens abundantes. É o caminho da Igreja seguindo os passos de Jesus. Jesus, o Cordeiro pascal, vencedor da morte, é o pastor que nos conduz às fontes de água viva. A Boa Nova de Jesus é dirigida a todos os homens, de todas as raças, nações e línguas.
Salmo Responsorial: O salmista convida toda terra a louvar o Senhor, porque Ele guia o rebanho com amor eterno. Sabei que o Senhor, só ele é Deus, nós somos seu povo e seu rebanho.
2º Leitura: Apocalipse 7,9,14b-17
O Cordeiro vai apascentá-los e os conduzirá às fontes da água da vida.
O texto apresenta uma grande multidão de todas as nações em torno do Cordeiro, figura do Bom Pastor, e nada a separa porque o Senhor a cobriu de uma persistência invencível: de vida total e felicidade sem fim. A multidão Representa os mártires que alvejaram suas ventes, pelo sacrifício, no sangue do Cordeiro, merecendo de Deus a libertação definitiva e vida em plenitude. Usam roupas brancas em sinal da vitória junto ao Cristo ressuscitado. É a comunhão dos santos, na casa do Pai, onde não haverá morte nem sofrimentos e o Ressuscitado, no Seu trono, é o Pastor deste novo Povo na plenitude dos bens definitivos. É o nascimento da comunidade escatológica em comunhão permanente com Deus. João mostra que a vida cristã neste mundo é de alegria e esperança, mas também de dor e sofrimento quando o pessimismo pode nos impedir de saborear o dom da vida. Seguir com fidelidade e ver em Cristo o Pastor é seguir o caminho da comunhão dos santos.  A condição de filhos implica comunhão com Deus e com os irmãos.
Evangelho: João 20,27-30 Eu dou a vida eterna para minhas ovelhas.
O texto apresenta Cristo, o Bom Pastor, e Sua missão é trazer vida plena ao seu rebanho. As ovelhas fiéis escutam o Pastor e O seguem na plenitude. Como Ele que seguiu a voz do Pai, é preciso segui-LO para ter a verdadeira filiação: Sua vida e ações manifestam a presença do Pai. A identidade e missão de Jesus revelam a unidade com o Pai: Eu e o Pai somos um.  A união entre Pai e Filho inclui aqueles que nEle crêem: que todos sejam um. Ninguém rouba as ovelhas da mão do Pai, pois elas foram confiadas ao Filho, o Messias, que veio para que todos tenham vida em abundância
Como fiéis a Cristo, somos chamados a seguir a voz do Pastor, apascentando, com amor, as ovelhas a nós confiadas. Paulo e Barnabé mostram que nada impede a difusão do Evangelho.
O Evangelho de João (cap. 10) é dedicado à catequese do Bom Pastor: uma imagem sobre a missão de Jesus. A obra do Messias é levar o homem à casa do Pai e às fontes cristalinas de onde brota a vida em plenitude. O texto plenifica a relação entre o Pastor (Jesus) e as ovelhas (os discípulos), como uma recriação do Homem Novo, o homem que, seguindo Jesus, torna-se filho de Deus, apto para uma vida de amor e que nunca se perderá. Em nossa cultura conhecemos a imagem do líder ou presidente personalista, do chefe exigente que se impõe pelo poder e não pelo carisma do coração. João nos apresenta o bom Pastor como uma figura que evoca doação e amor gratuito capaz de dar a vida para defender os que lhe foram confiados. Nós, cristãos, temos um único pastor: Jesus Cristo, que no dirige através de Sua Igreja.
O caminho proposto por Jesus é o caminho que nos leva A vida plena ao encontro com o Pai.  Sua proposta tem o selo de garantia de Deus.

O que condiciona minhas opções: A conta bancária? A opinião dos outros? O êxito profissional? A posição ou função na Igreja? Ou Jesus, o Cristo Pastor?

sexta-feira, 5 de abril de 2013


3º Domingo de Páscoa, 14/04/2013
QUANDO TEMOS FÉ NO RESSUSCITADO, SERVIMOS COM ALEGRIA E ENTUSIASMO
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUftVXncIjHA8aUpWeEIgA-X0ICUuRCo0EnTXrrwER8RpPNqeXwvdVy9fy4bTIR5Q5KIUZOIzoXbyuus19sJFnYZSj_Rusj9ipfljAWW00hrqt9xay1FWxcEwk4EibVNGMaPzcRvFq-R0/s400/Semin%C3%A1rio+Compreendendo+a+miss%C3%A3o.jpgA liturgia desse domingo nos ensina que a comunidade cristã tem por missão testemunhar e concretizar o projeto iniciado Jesus que, vivo e ressuscitado, é o fiel esposo de Sua Igreja em missão, dando vida e orientando-a com sua Palavra. A aparição de Jesus ressuscitado nas margens do mar de Tiberíades revigora a missão dos discípulos como pescadores de gente. Os apóstolos, liderados por Pedro, dão testemunho do Mestre até o sofrimento e a tortura.
Após a experiência com o Ressuscitado, os cristãos se identificam com o Senhor, a ponto de vibrarem com os sofrimentos e a cruz. Pedro proclama para o sumo sacerdote: “É preciso obedecer a Deus, antes dos homens” e com os apóstolos se orgulham por serem considerados dignos de injúrias e perseguições por causa do nome de Jesus. João, no Apocalipse, destaca as dificuldades e lutas que a comunidade cristã deve enfrentar por sua fidelidade à Palavra. O intuito de João é reanimá-la na fé no Cordeiro imolado com esperança e força para superar as tentações e o desânimo diante das perseguições.
O desânimo das comunidades por não alcançar o sucesso esperado nas iniciativas pastorais é como os discípulos cansados e desanimados pelo fracasso da pesca. Jesus está sempre conosco até o fim dos tempos. A fé é a certeza de que ele continua a se fazer ouvir,  falando e nos indicando o caminho a seguir. O convite ao banquete oferecido por Jesus, no encerramento da pesca milagrosa, é a conclusão da história da salvação, quando a comunidade cristã é convocada a apresentar o fruto (o peixe) de seu trabalho. O pão é oferecido por Jesus. A Eucaristia é o pão que o Ressuscitado deseja que todo o irmão divida e que cada um de nós faça o mesmo.
1ª Leitura: Atos 5,27b-32.40b-41 Disso somos testemunhas: nós e o Espírito Santo.http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQJvMKdAdlvTTU3LOfpyYoOLYaPMpW_l8bxwPMdIQxaROe5USWc
O texto apresenta a luta dos primeiros cristãos na difusão do evangelho e os sofrimentos por causa do nome de Jesus. Um confronto entre o cristianismo e autoridades judaicas: a luta entre a ação de Deus e das autoridades em relação a Jesus. O testemunho de Pedro e dos outros apóstolos acerca de Jesus gera prisões e, libertados, voltaram ao Templo para dar testemunho de Cristo ressuscitado. De novo presos são conduzidos à presença de autoridade religiosa (o Sinédrio) e, proibidos de falar em Jesus, os apóstolos responderam apresentando um resumo do kerigma cristão.  
Embora o mundo se oponha ao projeto libertador de Jesus, testemunhado pelos discípulos, o cristão deve antes obedecer a Deus do que aos homens. Se Jesus morreu, Seus apóstolos e fiéis não passariam incólumes a seus opositores. Pedro, fiel à missão, mostra que Jesus está vivo e Seu projeto continua e se realizar. A missão da Igreja é dar seqüência ao mandato missionário, mostrando a verdadeira face de Cristo recebida no batismo, com gestos de amor e doação. “Ai de mim se não evangelizar” é o diagnóstico de Paulo. 
A proposta de Jesus é libertadora, por isso não encontra eco num mundo egoísta, injusto e opressor.
Salmo Responsorial: O salmista agradece a salvação recebida do Senhor que transforma o sofrimento em festa. Eu vos exalto, ó Senhor, porque me livrastes.
2º Leitura: Apolip.5,11-14 O Cordeiro imolado é digno de receber o poder e a divindade.
A força do ressuscitado sustenta a missão da Igreja. Os que seguem o caminho de Cristo, o Cordeiro imolado, proclamam o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor. Mediante essas expressões de louvor e adoração, Seus seguidores O glorificam pela obra redentora realizada em favor da humanidade. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1orsbMzRo975I9E141lOc1-4Pn-oGhUKcclGQlMTfoHY2K_7MRAPErIYM5r9iCwiqGSzI7_uP2C9v9Tq8sXMJcIQa8NXGOLlUc6CSHY3egn-difnU_2ouAHM3WGN7FKk9QKA_MNery4A/s320/Cordeiro_de_Deus_75186.jpgÉ a soberania universal do Cristo Ressuscitado! João nos apresenta os personagens centrais a intervir na história humana: Deus, transcendente e onipotente, sentado no seu trono, rodeado pelo Povo de Deus e por todas as criaturas. Jesus, o Cordeiro, é quem detém todo o poder. Cordeiro: o Servo de Javé (figura do sacrifício), o Cordeiro Pascal (figura de libertação p/sangue) o cordeiro apocalíptico (figura do poder real), é o Cristo que assume a realeza junto ao trono de Deus para receber poder e glória divina de todo a corte celestial e de todas as criaturas.
Mensagem apocalíptica: “não tenhais medo, pois a vossa libertação está chegando”.
Evangelho: João 21,1-14 Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-lhes. E fez a mesma coisa com o peixe.
O texto apresenta os discípulos nos passos de Jesus, sabendo que o sucesso da missão depende de quem se deixa guiar pela sua Palavra. A presença de Cristo sustenta a ação das comunidades cristãs, imagem da pesca milagrosa que só produz frutos aos que permanecem unidos a Ele. Os discípulos, juntos com Pedro, após a morte do Mestre, retornam as suas atividades, como que esquecendo as promessas de Jesus. Influenciados por Pedro, todos vão à pesca, mas naquela noite nada pescaram. A figura central entra em cena: o Ressuscitado torna a missão fecunda e piscosa. A grande pescaria é o sinal que leva o discípulo amado a identificar o Mestre: Pedro, é o Senhor! Pedro é impulsivo e seu amor por Cristo é maior que sua coragem: veste sua roupa e nada por mais de 100 metros ao encontro de Jesus. Como líder arrasta a rede com cento e cinqüenta e três grandes peixes. Esse número simboliza o sucesso da missão e seu caráter universal: abertura para acolher todos os povos.
Estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos.
Movidos pelo Espírito, possamos reconhecer os sinais do ressuscitado e, como discípulos, sejamos agentes proféticos do evangelho e continuar Seu projeto de amor e solidariedade, dando louvor, honra e glórias ao Cordeiro Pascal que permanece para sempre nomeio de nós.
http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQMjrPh356g0akftq37C5gFg5w4D45Zs7GV4AZQmvVEofCmZMqbBQApós a Ressurreição, os protagonistas passam a ser um grupo de discípulos, dedicados a ação missionária. João descreve a relação que este grupo tem com Jesus, mostrando a ação do Senhor em sua vida missionária (dessa Igreja) e as condições para que a missão frutifique. O grupo de sete representa a totalidade da Igreja em missão. A pesca à noite, tempo de trevas, da escuridão e sem a presença de Jesus, resulta em fracasso:
http://igrejamatrizdracena.com.br/wp-content/uploads/2011/01/jesus_pescadores.jpgSem Mim, nada podeis fazer!” O nascer do sol coincide com a presença de Jesus: A Luz do Mundo. Ele não participou da pesca e os pescadores, em seu esforço, não reconhecem Jesus, estão cansados e decepcionados. Com a “dica” do “desconhecido”, a pesca se torna fecunda. O êxito da missão acontece pelo sinal vivo e pela Palavra do Senhor ressuscitado, quando abrem seus corações e o Amor é amado. Pedro, no entanto, deve por três vezes provar seu verdadeiro e autêntico amor, o amor que se faz serviço, ele que, por três vezes, O negou na noite da Paixão. Momento de glória para Pedro que se reabilita perante o Mestre.

A figura do discípulo amado (João) nos convida à sensibilidade aos
sinais de Jesus que geram vida nova de amor e de partilha.