terça-feira, 10 de setembro de 2013


24º Domingo do Tempo Comum-15/09/2013
“ESTE MEU FILHO ESTAVA MORTO E TORNOU A VIVER!”
É DO AMOR MISERICORDIOSO QUE BROTA O PERDÃO DE DEUS
Vivendo o mês da Bíblia: Ela nos ensina que o amor de Deus supera a fraqueza humana que, na renuncia das benesses do mundo, abre seu coração para uma conversão sincera, seguindo os desígnios e caminhos  de Deus, confiante em Sua misericórdia.
Celebramos a vitória da misericórdia e do amor de Deus que, em Jesus Cristo, recupera nossa dignidade de filhos e a alegria do convívio familiar e irmãos na fé. Que a graça do Senhor nos conceda a força da reconciliação e amor para servi-LO de todo coração. &Que os ensinamentos de Jesus que comunica Sua Palavra abram nosso coração, fazendo da Sagrada Escritura luz para nossas boas obras de fé no exercício da caridade, seguindo os passos de Jesus.
As parábolas apresentam a infidelidade dos homens: a ovelha desgarrada e perdida, o filho que deixa seu pai, sua família para viver os prazeres do mundo.
Jesus, nessas situações humanas, revela O Pai como o pastor que salva a ovelha perdida, como a mulher feliz que recupera sua moeda, como o pai que acolhe e festeja o regresso do filho, ou, ainda, como o Senhor que ouve Moisés e não castiga nem abandone seu Povo até à Terra Prometida. Assim é o Reino de Deus apresentado com realidades diferenciadas.
1ª Leitura: Êxodo 32,7-11.13-14 O Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer.
O texto mostra o compromisso de amor e de comunhão estabelecido entre Deus e Israel: as alianças.  Mostra, também, a misericórdia de Deus apesar da infidelidade do Povo: “Vejo que este é um povo de cabeça dura!”.  Após a aliança no Sinai, esta atitude de Deus vai se repetir ao longo da história da salvação, fazendo com que Seu amor supere a vontade de punir o pecador para conduzi-lo ao caminho reto da Nova Aliança. Moisés sobe ao monte para receber as tábuas da Lei, enquanto o Povo quebra os termos da aliança, desvia-se do caminho de Deus e constrói um bezerro de ouro, atraindo a cólera de Deus. Com a intercessão de Moisés, Deus surpreende e fala em tudo recomeçar com Moisés, como fez com Abraão. A essência da relação entre Deus e o Povo escolhido é o amor gratuito apesar de seus pecados. À luz desta realidade devemos ver Deus e Sua relação com todos nós.
O amor, a misericórdia infinita de Deus falam mais alto que Sua vontade de castigar os desvios e infidelidades do Povo.
Salmo Responsorial: O salmista, confiando no amor de Deus, pede-lhe perdão e misericórdia. Vou agora levantar-me e volto à casa do meu Pai
2ª Leitura: 1Tmóteo 1,12-17 Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.
Para Paulo tudo colabora para o bem dos que amam a Deus e que sua conversão foi obra desse Amor: Cristo é o grande amor de Deus que transforma os pecadores em homens Novos. No contexto Paulo instrui Timóteo, responsável pela Igreja de Éfeso, como organização eclesial, de como trabalhar: (1) organização da comunidade, (2) combate aos hereges e (3) a vida cristã dos fiéis. No texto, Paulo lembra grato a Deus, sua vocação ministerial, não por seus méritos, mas pela misericórdia divina que transformou sua vida de perseguidor para discípulo da Igreja de Cristo, cumulando-o de graças, por isso reconhece, em Cristo, o salvador do mundo, incluindo-se entre os pecadores.  A partir de seu exemplo, convida os homens a tomar consciência da bondade de Deus e a responder-lhe com amor e o dom da vida.
Paulo, como protótipo, experimentou e testemunhou o amor que Deus oferece aos homens, independente de seus pecados.
Evangelho: Lucas 15,1-32 Haverá no céu mais alegria por um pecador convertido.
O texto se refere a um Deus que ama todos os homens, especialmente os pecadores, os excluídos, os marginalizados. A fé depende de uma decisão pessoal: resposta a um convite/chamado. Somos livres, lembrando que amor se paga com amor. O filho mais velho, da parábola, parece um tanto distante desse contexto, como alguém que servia o pai como fiel empregado ou como alguém que crê em Deus apenas como criador e não como Pai amoroso. O filho pródigo apresenta Deus como um pai à espera do filho rebelde que abandonou seu lar, sua família e, quando o avista, recebe-o de braços abertos e o acolhe em sua casa com uma grande festa para celebrar o reencontro.
A catequese do capítulo 15 de Lucas se refere a Parábolas da Misericórdia, do amor de Deus pelos pecadores. Jesus é o Deus que veio ao encontro dos homens, oferecendo gestos concretos de salvação. O encontro da ovelha perdida que o pastor leva em seus ombros, prova a alegria de Deus pelo retorno de  um pecador convertido, a alegria da mulher pela moeda encontrada, ilustra a preocupação e a alegria de Deus pelo reencontro de quem se afastou da comunhão com Ele, e o retorno à casa paterna do filho pródigo, apresenta um Pai (Deus) que vibra e o coração triunfa com amor pelo filho, aconteça o que acontecer: ele ama o filho rebelde. Os três episódios representam este gesto de amor/perdão, contrapondo os inimigos de Jesus que não admitiam contato com pecadores, muito menos sentar-se com eles na mesma mesa em sinal de comunhão.
O filho pródigo apresenta a lógica de Deus: Ele respeita a decisão dos filhos, apesar da busca pela felicidade por vias erradas. Ele continua a amar o rebelde, esperando ansiosamente seu retorno, pronto e preparado para acolhê-lo com alegria e amor. A base pontual das parábolas é a atitude de Jesus para com os pecadores, mostrando que Deus não os rejeita nem os marginaliza: ama-os com amor de Pai e, com alegria, vai a seu encontro e estabelece laços familiares, abraçando-os com ternura e emoção. O seu amor não é condicional: Ele ama, apesar do pecado e do afastamento do filho. Esse amor se manifesta e se revela na festa do reencontro, apesar da inveja e ciúme do filho mais velho que Ele o consola com reconhecimento pela sua dedicação.
O amor de Deus pelos pecadores deve nos estimular a entender aqueles que vivem vida duvidosa ou nos ofendem: como é nossa tolerância e como os acolhemos?
Pelo e-mail, wlimar@yahoo.com.br Participe, dando sua sugestão. (Visite o Blog) www.catolicavivencia.blogspot.com
 
 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013


23º Domingo do Tempo Comum,de 08.09.2013
CHAMADOS A TOMAR A CRUZ: EIS NOSSA MISSÃO!
A Sabedoria do desapego que guia os Discípulos de Jesus.
A Bíblia, a Palavra de Deus, é alimento para a Alma. É luz guiando o caminho para um mundo fraterno e sem egoísmo. Neste mês da Bíblia, bendigamos o Pai por Jesus que nos ensina a deixar tudo para segui-LO, revelando Seu plano de salvação com o dom da sabedoria O próprio Cristo abre nosso coração com Sua mensagem salvadora, assim, nEle, somos mais irmãos que escravos. A liturgia nos convida a tomar consciência do quanto é exigente o caminho do Reino. Assumir o projeto de Deus é aceitar percorrer um caminho de renúncias, sentindo a presença de Deus junto de nós. Ele mesmo nos confia essa missão e nos auxilia.
Como Pai, comprometido com a vida e a felicidade dos filhos, está pronto a transformá-los para que possam atingir a vida plena de Homem Novo: “Quem carregar sua cruz e seguir meu caminho pode ser meu discípulo”. Optar pelo Reino não é escolher o caminho fácil, mas aceitar percorrer caminho de renúncia e do dom da vida. 
 
1ª Leitura:Sabedoria,9,13-18 A sabedoria de Deus revela o caminho da Salvação.
Decidir-se pelo Reino do único e verdadeiro Deus é encontrar a verdadeira felicidade e o sentido da vida: o caminho que leva à felicidade plena. O livro, de caráter sapiencial, ensina a arte de bem viver, ter êxito e ser feliz. O autor, de forma elevada, deseja que seu povo persevere na fé e na justiça e fuja da idolatria: só a sabedoria, dom de Deus, permite o homem fazer o que agrada a Deus para se salvar. Somos limitados e finitos, problemas comuns do ser humano. Só descobriremos o sentido de nossa vida, acolhendo a sabedoria que vem de Deus: somente a ação de Deus permite ao homem discernir o verdadeiro do falso, o útil do inútil. O Evangelho é o caminho, o critério que nos ajuda a ver e optar pelo caminho de Deus, fugindo da falsidade e das benesses do mundo em que vivemos.
Deus acolhe quem age com sabedoria e justiça, procurando dar sentido
à vida que conduza ao Reino de paz e felicidade sem fim.  
Salmo Responsorial: O salmista medita sobre a fragilidade da vida, confiando no Senhor que nos salva. Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.
2ª Leitura: Filêmon, 9b-10.12-17 O amor é fundamental para quem aceita a dinâmica do Reino.
Paulo, já na sua velhice e prisioneiro de Cristo, recorda que o amor é o fundamenta para quem aceita a plenitude do Reino; Reino que é o único a colocar em igualdade todos os homens, como filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo. Aceitar viver essa lógica é reconhecer em cada pessoa um irmão e agir com fraternidade. É a carta mais breve de Paulo. Onésimo, escravo de Filêmon, refugiou-se na casa de Paulo e tornou-se cristão. Dar guarida a um escravo era crime e Onésimo corria o risco de ser castigado. Um problema eclesial com implicação social a ser solucionado com ética cristã e amor. A solução foi devolver ao seu dono com carta de recomendação cristã: uma obra prima de sentimentos e de coração fraterno. Para Paulo, só o amor é a suprema norma que pode condicionar o comportamento e as decisões dos cristãos como filhos do mesmo Pai. A escravidão fere esses paradigmas.
Seguir Jesus é ser testemunho dos valores evangélicos
(fraternidade, amor, misericórdia: as normas de Cristo).
Evangelho: Lucas, 14,25-33 Seguir Jesus é assumir a Cruz, tornando-se Seu discípulo.
http://pesformosos.com/wp-content/uploads/2012/01/O-reino-de-Deus-150x150.jpg No domingo anterior, Jesus apresenta o Banquete do Reino e Seu convite. Lucas, neste texto, apresenta as condições para entrar nesse Banquete e dele fazer parte. A ação sacramental da Igreja aponta os sinais que Jesus deseja de cada batizado: a renúncia dos bens materiais, opção fiel, assumindo sua cruz com prioridade ao Reino.
Jesus, a caminho da cruz, apresenta as condições do caminho do discípulo missionário a serviço da vida: desapegar-se de laços familiares e de amigos, fidelidade e renúncia de interesses pessoais, abraçar sua cruz e subir o calvário com Ele; ser como um rei prudente que sabe enfrentar as vicissitudes e riscos por amor a seu povo.
 “Quem não carrega sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo”, é a proposta de Jesus à multidão que O segue para Jerusalém e deseja sentar-se com Ele à mesa do Reino. Jesus prioriza a renúncia total de tudo que nos prende e nos afasta de Seu plano de salvação. Bens e apegos à valores, como deuses e prioridades de vida, podem nos desviar do caminho do reino. Para cumprir essas condições e fazer o caminho de Cristo, em sua vida pessoal e comunitária, o discípulo necessita de sabedoria e forças Divinas. Viver para si, sua família e trabalho pode contrapor ao serviço missionário de Cristo: só a sabedoria divina nos poderá discernir tais valores.
Optar pelo Reino não é um caminho fácil: Jesus recomenda pensar em suas implicações e exigências para ser fiel, a exemplo de quem deseja fazer uma grande construção com critério e projeto viável para não fracassar, ou do rei que antes de ir para a guerra, pensa nas condições, táticas e capacidade bélica para não sofrer a derrota e a humilhação. Jesus, por isso, convida os candidatos a discípulos  medir suas condições e consciência de força, de vontade e de sua decisão em corresponder aos desafios do Evangelho para, então,  assumir, com radicalidade, as exigências do Reino.
Jesus não é um demagogo de promessas fáceis: é o Deus que veio a nosso encontro com uma proposta de salvação e de vida plena, através da Cruz.
Deus age no mundo através dos Amigos de Jesus: NOSSA MISSÃO DE DISCÍPULO É SER A FACE DE CRISTO.
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MÊS DA BÍBLIA

BREVES INSTRUÇÕES SOSBRE A ABÍBLIA 

O que é a Bíblia? Bíblia: Livro inspirado por Deus e o principal Autor é DEUS.
A palavra “Bíblia” vem do latim e grego e significa “livro”: a Bíblia é o Livro para todas as pessoas, de todos os tempos, único em sua classe.
Quando foi escrita?  Livro escrito em mutirão e traduzido em mais de 1 685 idiomas. Começou a ser escrito por volta de 1.250 antes de Cristo (tempo de Moisés) e, a última parte, escrita por volta do ano 100 depois de Cristo, pelo apóstolo João. Como não existia papel, foi escrito em cerâmica, papiro ou pergaminho
Biblos=Livro=BÍBLIA: livros ou coleção de livros: Sagrada Escritura
46 livros, escrito em hebraico, aramaico e grego.  O Novo Testamento (NT) com 27 livros contam a vida de Jesus e formação da Igreja, escrito em grego. O Evangelho de Mateus escrito em aramaico.
A Bíblia, assim é formada por 73 Livro, sedo 46 do AT e 27 do NT
A palavra testamento significa: ALIANÇA: a ANTIGA e a  NOVA LIANÇA.
Toda a Bíblia gira em torno da Aliança que Deus fez com seu povo.
ALIANÇA: Um compromisso de fidelidade entre Deus e os homens. No Antigo Testamento essa Aliança foi selada com um sinal visível: Decálogo ou os Dez Mandamentos. No Novo Testamento a Nova Aliança gravada no Espírito foi selada com o Sangue de Jesus. A Nova Aliança ao contrário da Antiga Aliança que era feita somente com o Povo de Israel, é uma Aliança Universal, aberta a todos os homens que aceitam a proposta da de Jesus.
 A Antiga Aliança é a promessa; a Nova Aliança é sua realização. Cristo é a plena realização da Antiga e Nova Aliança. Ele é o "Alfa" e o "Ômega”, significando que JESUS é o início e o fim de todas as coisas.
HAGIÓGRAFO: quem escreve a Palavra de Deus, inspirado pelo Espírito Santo.
LIVROS APÓCRIFOS: São Livros não inspirados. Não significa que sejam falsos. São até piedosos e edificantes. Não fazem parte dos Livros Canônicos.